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Governador defendeu a remuneração de países desenvolvidos pela preservação da Amazônia e do Cerrado.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a empresa pública estadual voltada à gestão de ativos ambientais deve se consolidar como uma nova e importante fonte de receita para o Estado. A projeção de faturamento com a comercialização de créditos de carbono ocorreu antes da viagem do governador para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que é entre os dias 9 a 20 de novembro de 2026 em Antália, Turquia.
Segundo Pivetta, a estrutura para a exploração desse mercado já foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Executivo estadual concluiu o inventário dos ativos disponíveis.
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"A empresa já foi criada, já mandamos a lei para a Assembleia. É uma empresa que vai depositar o estoque de ativos ambientais e crédito de carbono que o Estado tem. Nós já temos um inventário do que nós temos para vender para o mercado. Tudo leva a crer que o mundo, em algum momento, vai começar a remunerar os estados e países que emitem menos e sequestram mais", disse o governador.
Pivetta destacou que a neutralidade de emissões projetada para Mato Grosso nos próximos anos garantirá margem para a captação de recursos financeiros globais em favor da população mato-grossense.
"O nosso balanço de carbono tende a ser neutro ou negativo nos próximos 10 anos. Então nós vamos ter mais uma fonte de receita que pode ser destinada em benefício do nosso povo, vindo dessa nova ordem mundial, que é o balanço de carbono", explicou.
O governador reconheceu que até o momento o Estado não recebeu recursos financeiros diretos oriundos desse modelo em fóruns internacionais anteriores, mas ressaltou que Mato Grosso estará pronto burocrática e institucionalmente para quando as negociações globais se concretizarem.
"Até agora não teve, teve muita conversa. Talvez essa da Turquia seja mais uma, mas existe o interesse declarado dos países desenvolvidos, especialmente da Europa, em comprar crédito de carbono e remunerar a preservação na Amazônia. Nós vamos fazer a nossa parte. No momento em que esse mercado de carbono começar a rodar, nós vamos estar preparados com a empresa do Estado constituída, com toda a burocracia vencida e as certificações necessárias", concluiu Pivetta.
1 milhão de hectares de eucalipto
Em setembro, o governador havia declarado que a medida faz parte de um planejamento estratégico para estabelecer um novo mercado no Estado, com foco especial na inclusão de pequenos produtores e em regiões que ainda carecem de desenvolvimento.
Pivetta enfatizou o potencial do Estado na produção de biomassa e na transição para uma economia de baixa emissão. "Nós devemos editar o decreto de uso de biomassa e até 2035, nós temos que plantar um milhão de hectares de eucalipto", afirmou o governador à época.
Além do plantio de eucalipto, o plano de mitigação ambiental e industrial engloba o setor sucroenergético e de grãos, além da captura de carbono proporcionada pelo cultivo do milho e citou inovações tecnológicas já em curso no Estado, como o processo pioneiro de injeção de carbono no subsolo realizado em Lucas do Rio Verde, que visa neutralizar as emissões geradas durante o processo de fermentação do cereal.
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