RepórterMT/Vanessa Moreno

Governador detalhou projeto para tornar Mato Grosso como um Estado com carbono negativo em menos de 10 anos
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O governo de Mato Grosso deverá publicar, logo após o período eleitoral, um decreto para a criação de uma empresa pública voltada à negociação de ativos de sequestro de carbono. A medida faz parte de um planejamento estratégico para estabelecer um novo mercado no Estado, com foco especial na inclusão de pequenos produtores e em regiões que ainda carecem de desenvolvimento.
A declaração foi feita pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) durante sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo, integrada pela Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Fiemt (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso) e Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso) na última semana.
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Durante o evento, ao responder sobre competitividade e matriz energética, Pivetta enfatizou o potencial do Estado na produção de biomassa e na transição para uma economia de baixa emissão. "Nós devemos editar o decreto de uso de biomassa logo depois da eleição. E até 2035, nós temos que plantar um milhão de hectares de eucalipto", afirmou o governador.
Segundo o chefe do Executivo, a iniciativa busca impulsionar a industrialização no interior por meio de fontes renováveis e sustentáveis. "Nós vamos criar um novo mercado, dar oportunidade para pequenos produtores, para regiões que ainda o desenvolvimento não chegou, para produção de biomassa. A geração de energia através da biomassa é altamente sustentável e vai nos ajudar a fazer de Mato Grosso um estado carbono negativo até 2035", destacou.
Além do plantio de eucalipto, o plano de mitigação ambiental e industrial engloba o setor sucroenergético e de grãos. Pivetta mencionou a captura de carbono proporcionada pelo cultivo do milho e citou inovações tecnológicas já em curso no Estado, como o processo pioneiro de injeção de carbono no subsolo realizado em Lucas do Rio Verde, que visa neutralizar as emissões geradas durante o processo de fermentação do cereal.
"O uso de biomassa, captação de carbono da atmosfera através da formação da biomassa, mais a lavoura do milho, que também sequestra muito carbono, associados à injeção do carbono [...] é um caminho sem volta", pontuou o governador.
Veja o vídeo:












