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08 de Setembro de 2026, 07h:00 - A | A

POLÍTICA / SUSTENTABILIDADE

Pivetta: Mato Grosso criará empresa pública de carbono e planeja plantio de 1 milhão de hectares de eucalipto

Em sabatina com o setor produtivo, o governador detalhou medidas para fomentar energia por biomassa, incluir pequenos produtores no novo mercado e posicionar o Estado como carbono negativo até 2035.

RepórterMT/Vanessa Moreno

Governador detalhou projeto para tornar Mato Grosso como um Estado com carbono negativo em menos de 10 anos

Governador detalhou projeto para tornar Mato Grosso como um Estado com carbono negativo em menos de 10 anos

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O governo de Mato Grosso deverá publicar, logo após o período eleitoral, um decreto para a criação de uma empresa pública voltada à negociação de ativos de sequestro de carbono. A medida faz parte de um planejamento estratégico para estabelecer um novo mercado no Estado, com foco especial na inclusão de pequenos produtores e em regiões que ainda carecem de desenvolvimento.

A declaração foi feita pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) durante sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo, integrada pela Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Fiemt (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso) e Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso) na última semana.

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Durante o evento, ao responder sobre competitividade e matriz energética, Pivetta enfatizou o potencial do Estado na produção de biomassa e na transição para uma economia de baixa emissão. "Nós devemos editar o decreto de uso de biomassa logo depois da eleição. E até 2035, nós temos que plantar um milhão de hectares de eucalipto", afirmou o governador.

Segundo o chefe do Executivo, a iniciativa busca impulsionar a industrialização no interior por meio de fontes renováveis e sustentáveis. "Nós vamos criar um novo mercado, dar oportunidade para pequenos produtores, para regiões que ainda o desenvolvimento não chegou, para produção de biomassa. A geração de energia através da biomassa é altamente sustentável e vai nos ajudar a fazer de Mato Grosso um estado carbono negativo até 2035", destacou.

Além do plantio de eucalipto, o plano de mitigação ambiental e industrial engloba o setor sucroenergético e de grãos. Pivetta mencionou a captura de carbono proporcionada pelo cultivo do milho e citou inovações tecnológicas já em curso no Estado, como o processo pioneiro de injeção de carbono no subsolo realizado em Lucas do Rio Verde, que visa neutralizar as emissões geradas durante o processo de fermentação do cereal.

"O uso de biomassa, captação de carbono da atmosfera através da formação da biomassa, mais a lavoura do milho, que também sequestra muito carbono, associados à injeção do carbono [...] é um caminho sem volta", pontuou o governador.

Veja o vídeo:

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