DO REPÓRTERMT
A promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de baixar o custo de vida contrasta com a conta do supermercado em Cuiabá. A cesta básica chegou a R$ 947,08 na primeira semana de novembro, após alta semanal de 1,88%, segundo o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT).
No mesmo período do ano passado, os produtos custavam R$ 788,54. A diferença é de R$ 158,54, um aumento de 20,11%.
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O valor atual equivale a 58,43% do salário mínimo bruto de R$ 1.621. Na subtração direta, sobrariam R$ 673,92 para as demais despesas, antes dos descontos sobre a remuneração. A alta anual da cesta supera o reajuste de 6,79% aplicado ao piso nacional em janeiro.
O encarecimento mantém distante, para o consumidor cuiabano, o alívio anunciado pelo presidente. “Eu tenho certeza de que vamos baixar o custo de vida, porque o povo precisa de alimento barato”, afirmou Lula em entrevista à rádio O Tempo, em junho de 2024. A declaração foi divulgada pelo próprio Planalto.
Em janeiro de 2025, o petista voltou a colocar o barateamento dos alimentos entre as prioridades do governo. Em março daquele ano, a gestão anunciou medidas como a redução a zero de tarifas de importação de determinados alimentos, estímulos à produção e formação de estoques reguladores pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na pesquisa desta semana, o tomate subiu 14,69%. A banana aumentou 9,20%, para R$ 8,96 o quilo, e a batata avançou 8,80%, chegando a R$ 7,81.
A avaliação do IPF-MT aponta condições climáticas desfavoráveis e restrições na oferta como possíveis explicações para a pressão sobre os hortifrútis. Problemas na maturação e na qualidade dos produtos podem influenciar os preços.
Houve quedas pontuais: o café recuou 5,37%, para R$ 25,70 o pacote de 500 gramas, e a carne bovina caiu 3,38%, para R$ 48,48 o quilo. Esses recuos, porém, não impediram o aumento do custo total.













