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Na campanha de 2022, quando garantiu a reeleição, o patrimônio declarado atingiu R$ 6,3 milhões.
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O patrimônio do deputado estadual Faissal Calil (PL) cresceu 1.536,36% entre 2010, quando disputou sua primeira eleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e ficou na suplência pelo PSB, e 2022, quando concorreu à reeleição para o cargo que ocupa atualmente. Os dados chamaram atenção após a Operação Gemini, deflagrada nesta segunda-feira (08) pela Polícia Federal, que tem o parlamentar como um dos alvos. Ele é apontado como braço direito do desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos, em um suposto esquema de venda de decisões judiciais.
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Em sua primeira disputa eleitoral, Faissal declarou patrimônio de R$ 385 mil. A relação de bens incluía um apartamento no Residencial Jardins Torres I, participação em uma embarcação avaliada em R$ 25 mil, um terreno às margens do Lago do Manso estimado em R$ 20 mil, participação em um escritório de advocacia avaliada em R$ 90 mil e outro apartamento no valor de R$ 120 mil.
A evolução patrimonial já havia sido observada na eleição seguinte. Em 2012, ao disputar uma vaga na Câmara de Cuiabá, o então candidato informou possuir bens avaliados em R$ 755 mil. Entre eles estavam uma casa estimada em R$ 260 mil, um apartamento na Capital avaliado em R$ 330 mil, um terreno em Chapada dos Guimarães, uma lancha e participação em um escritório de advocacia.
Em 2018, ao concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa, a declaração patrimonial já somava R$ 2,6 milhões. Nesse período, passou a declarar um apartamento em Balneário Camboriú avaliado em R$ 1,2 milhão, duas residências estimadas em R$ 630 mil, aplicações financeiras, R$ 100 mil em espécie e um Toyota Corolla avaliado em R$ 83 mil.
Na campanha de 2022, quando garantiu a reeleição, o patrimônio declarado atingiu R$ 6,3 milhões. A relação de bens incluía cinco imóveis residenciais em Cuiabá, avaliados em mais de R$ 1,3 milhão, além de veículos, investimentos, fundos, aplicações em poupança e R$ 800 mil em dinheiro vivo.
Também constavam na declaração um apartamento em São Paulo, avaliado em R$ 632 mil, e um terreno em Poconé estimado em R$ 2 milhões.
Os dados são públicos e podem ser conferidos na plataforma DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).













Daniel 08/06/2026
Sempre PL
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