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Cuiabá, 08 de Junho de 2026
08 de Junho de 2026

08 de Junho de 2026, 11h:17 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO GEMINI

Deputado nega envolvimento em venda de sentenças e afirma que apenas celular foi apreendido pela PF

Parlamentar alega que rompeu contato com o desembargador afastado Dirceu dos Santos após assumir cadeira na Assembleia Legislativa

DO REPÓRTERMT



O deputado estadual Faissal Calil (PL), alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje (8), negou qualquer envolvimento em um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados e, segundo o parlamentar, de sua residência foi levado apenas o telefone celular.

“Recebemos a polícia com muita tranquilidade, não tem nada a ver com o meu mandato de deputado. É uma decisão deliberada do STJ. Não temos ainda ciência do teor dessa decisão, eu tô aqui pronto para esclarecer todos os fatos, quem não deve não teme e é só isso”, disse à imprensa.

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A declaração foi dada enquanto Faissal deixava sua residência de carro. Rapidamente, ele afirmou que as investigações não têm relação com sua atuação parlamentar e que rompeu completamente os vínculos com o desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos, um dos alvos da operação.

O parlamentar trabalhou no gabinete do magistrado entre 2017 e 2018. Em seguida, deixou o cargo para se dedicar ao mandato na Assembleia Legislativa.

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“Desde que eu virei deputado e que saí do Tribunal de Justiça, eu perdi todo o meu contato, simplesmente me afastei. Isso não é verdade, pode investigar o que for. Eu tô muito tranquilo e recebi a polícia aqui com muita tranquilidade”, disse.

Sobre os itens apreendidos durante a operação, como relógio Rolex, armamentos, canetas de luxo e munições, o legislador garantiu que nenhum dos objetos foi retirado de sua casa.

“A arma não é aqui de casa, o Rolex não é aqui de casa. Não tem joia aqui em casa, nem fuzil, isso aí é mentira gente. Aqui em casa eles não encontraram nada. Eles queriam meu celular e eu dei na hora”, frisou.

A ação corresponde à segunda fase da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de corrupção no Judiciário envolvendo venda de decisões judiciais e vazamento de informações sigilosas ligadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Os investigados poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

Veja vídeo:

 

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