ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal hoje (8), revelou o papel central do deputado estadual Faissal Calil (PL) no esquema de corrupção do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). De acordo com os investigadores, o parlamentar exercia a função de operador econômico do desembargador afastado Dirceu dos Santos, sendo o responsável direto pela quitação de dívidas e passivos da família do magistrado.
A apuração indica que o deputado utilizava transações imobiliárias complexas e contas de terceiros (laranjas) para operacionalizar o recebimento de vantagens indevidas. O objetivo da engenharia financeira, que começou a ser desmantelada a partir de provas colhidas na Operação Sisamnes, era simular a legalidade do dinheiro sujo obtido com a venda de decisões judiciais.
A Operação Gemini, deflagrada hoje, é um desdobramento direto das investigatigações abertas após a apreensão do telefone celular do advogado Roberto Zampieri, executado a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá.
O aparelho, que se tornou a peça-chave para devassar os bastidores do Poder Judiciário estadual, continha um vasto arquivo de mensagens e registros financeiros que detalhavam a comercialização de decisões de magistrados.
Foi a partir da análise desse dispositivo que a corporação estruturou a Operação Sisamnes e, na sequência, obteve as provas de transações atípicas e ocultação de patrimônio que fundamentaram a nova ação contra o deputado estadual Faissal Calil e o desembargador afastado Dirceu dos Santos.














Aldo 08/06/2026
Será que a culpa é do PT.
1 comentários