VANESSA MORENO
THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT
Claudinei da Silva, de 42 anos, preso em flagrante na noite desse domingo (7), acusado de matar a própria filha, de 12 anos, em Várzea Grande, confessou que apertou o pescoço da vítima até jorrar sangue pelo rosto dela. Em depoimento à polícia, o assassino disse que matou a filha porque pegou o celular dela para ver as mensagens e descobriu que ela estava conversando com um menino pelo Instagram.
Após o crime, ele fugiu. Horas depois, se entregou à polícia e foi autuado por feminicídio.
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“Ele fala que, em certo momento esganou ela mesmo, enforcou. Nisso rompe os vasos sanguíneos do nariz. Ele falou que começou a espirrar muito sangue e, na sequência, ele evade da residência, começa a fugir das pessoas”, disse o delegado da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Nilson Farias, responsável pelo caso.
Ainda conforme o delegado, antes do crime, pai e filha foram a uma festa do avô da jovem, pai do suspeito, onde ele consumiu bebida alcoólica. Ao chegar em casa, ele pegou o celular da filha e começou a discutir com ela em razão das mensagens encontradas.
“Ele informou que ele pegou o celular dela pra ver as conversas no Instagram e nessa conversa, ela, que é uma menina de 12 anos, é natural, estava conversando com um menino e ele não gostou e ele foi corrigir ela e começaram a discutir”, contou o delegado.
O crime
As investigações tiveram início após uma equipe da DHPP receber a informação sobre um possível homicídio no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. A vítima deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Verdão, em Cuiabá, já sem vida e com diversas lesões pelo corpo, compatíveis com agressões físicas.
Diante da gravidade do caso, os policiais, sob coordenação do delegado Nilson Farias, deram início às investigações.
De acordo com o relato da mãe da adolescente, ela foi até a casa do ex-marido por volta das 18h para buscar a filha. Após insistir diversas vezes no portão, o homem saiu da residência e afirmou que a menina não estava no local, alegando que ela estaria brincando na casa de uma vizinha.
Desconfiada da versão apresentada, a mulher percebeu que o comportamento dele era estranho. Pouco depois, o homem deixou o imóvel correndo e fugiu.
Ao entrar na residência, a mãe encontrou a filha no chão de um dos quartos, desacordada e com várias marcas de agressão pelo corpo. Com a ajuda de uma amiga, ela socorreu a adolescente e a levou para a UPA do Verdão, onde a morte foi confirmada pela equipe médica.
Após serem acionados, policiais da DHPP iniciaram as diligências e seguiram até a residência onde ocorreu o crime. No local, encontraram manchas de sangue no quarto onde a menina foi morta. Os investigadores realizaram o isolamento da área e acionaram a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os exames periciais e levantamentos necessários.
Durante os trabalhos investigativos, a equipe recebeu a informação de que o homem havia se apresentado espontaneamente na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande.
Os policiais se deslocaram até a unidade policial e conduziram o investigado para a sede da DHPP. Após ser interrogado, ele foi autuado em flagrante por feminicídio.
Veja vídeo:
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.























