Reprodução

Em entrevista à imprensa concedida nesta segunda-feira (8), a delegada afirmou que a principal linha de investigação aponta que o autor não possuía um relacionamento prévio com a vítima
THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trata como feminicídio a morte da mulher encontrada carbonizada em um terreno baldio no Centro de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, na última semana. Segundo a delegada Jéssica Assis, a vítima morreu em decorrência de traumatismo craniano provocado, possivelmente, por uma pia de concreto encontrada ao lado do corpo.
Em entrevista à imprensa concedida nesta segunda-feira (8), a delegada afirmou que a principal linha de investigação aponta que o autor não possuía um relacionamento prévio com a vítima. De acordo com testemunhas, os dois teriam se conhecido no domingo (31), quando o homem a abordou em um local público e ofereceu entorpecentes a ela.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Ainda conforme a investigação, os dois saíram juntos e, já na madrugada da segunda-feira (1º), se envolveram em uma discussão registrada por câmeras de segurança.
"Pelo que a necropsia nos diz, ela morreu em decorrência de um traumatismo craniano. A nossa principal hipótese é de que aquela pia de concreto que foi encontrada junto ao corpo foi utilizada para o afundamento do crânio dessa vítima", afirmou Jéssica Assis.
Segundo a delegada, após cometer o crime, o homem permaneceu por cerca de três horas no terreno baldio onde o corpo foi deixado. Em seguida, saiu do local, trocou de roupa e de chinelo e buscou um galão de combustível em um posto da cidade.
Depois disso, conforme a apuração policial, o homem retornou ao terreno e ateou fogo ao corpo da vítima na tentativa de dificultar sua identificação.
Leia mais - Bombeiros encontram corpo de mulher durante combate a incêndio em vegetação
Durante as diligências, os investigadores localizaram o chinelo utilizado pelo assassino quando voltou ao local do crime. A DHPP também conseguiu novas imagens de câmeras de segurança que mostram o rosto dele com mais nitidez.
Apesar dos avanços, o autor do feminicídio ainda não foi identificado oficialmente. A Polícia Civil segue recebendo denúncias anônimas pelos telefones 180 e 197.
A identidade da vítima também aguarda confirmação pericial. Embora um nome já tenha sido divulgado extraoficialmente, a delegada explicou que a identificação ainda depende dos exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), já que as digitais ficaram severamente danificadas pelo fogo.
O caso
O corpo da mulher foi encontrado na manhã de segunda-feira (1º), durante o combate a um incêndio em uma área de vegetação no Centro de Várzea Grande.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para controlar as chamas e localizaram o cadáver em meio à área atingida pelo fogo. Após a extinção do incêndio, a Politec e a Polícia Civil iniciaram os trabalhos periciais e as investigações, que agora apontam para um caso de feminicídio.
Veja vídeo:
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.












