ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) autorizou uma nova intervenção na chamada Ilha da Banana, localizada no Largo do Rosário, no Centro de Cuiabá. A ordem de serviço, assinada pelo secretário Marcelo de Oliveira foi publicada no Diário Oficial de hoje (9).
O documento autoriza a empresa Habit Construções e Serviços Eireli a iniciar os trabalhos a partir do dia 8 de setembro de 2026, com prazo de execução fixado em 60 dias.
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A contratação foi formalizada por meio de adesão à Ata de Registro de Preços nº 047/2024 da Secretaria de Estado de Saúde (Ses), com base no Contrato nº 105/2025 da pasta de infraestrutura. Os serviços contratados compreendem limpeza, demolição e regularização do terreno.
A área, que abrange cerca de 5,9 mil metros quadrados e um complexo inicial de 15 imóveis desapropriados, acumulou problemas estruturais e históricos de abandono ao longo dos anos. A intervenção ocorre menos de um ano após a Prefeitura de Cuiabá realizar uma operação emergencial de limpeza na região.
Em outubro de 2025, a Empresa Municipal de Limpeza Urbana e Manutenção (Limpurb) retirou dezenas de toneladas de entulhos, vegetação, pneus e resíduos descartados irregularmente no local, após cobranças direcionadas ao Estado, proprietário da área.
O terreno da Ilha da Banana estava originalmente previsto dentro do escopo do projeto do BRT (Bus Rapid Transit) de Cuiabá, sob responsabilidade do primeiro consórcio contratado. No entanto, após a rescisão daquele contrato e a nova licitação realizada pelo Estado para a continuidade das obras, atualmente executadas pelo Consórcio Integra BRT, a intervenção pontual no Largo do Rosário acabou não sendo incluída no escopo atual. Por essa razão, a secretaria optou por licitar e executar os serviços de limpeza e demolição de forma separada.
A novela das desapropriações na região teve início em 2017, no contexto das antigas obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo que migraram para os projetos de transporte coletivo. Na época, equipes de assistência social do município foram mobilizadas para acompanhar a saída de pessoas em situação de rua que ocupavam as edificações.
Em 2020, novos orçamentos para demolição e manutenção foram elaborados pela Sinfra, mas a área continuou a sofrer com o esvaziamento e o acúmulo de lixo, virando alvo de cobranças na Câmara Municipal de Cuiabá no primeiro semestre de 2026.
A nova ordem de serviço não detalha quais das estruturas remanescentes serão derrubadas nesta etapa nem aponta qual será a destinação final do terreno após a conclusão da regularização da área central, e nem o valor que será pago pelo serviço.













