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A professora Karoliny Cardoso Viegas é acusada de facilitar entrada de celular em presídio em Várzea Grande
ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
A professora Karoliny Cardoso Viegas, alvo da Operação Insídia deflagrada hoje (9) pela Polícia Civil, não integra mais os quadros da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT). É o que esclareceu a pasta estadual por meio de nota oficial enviada à imprensa para detalhar o vínculo institucional da investigada após a deflagração da operação contra um esquema de corrupção e facilitação de entrada de celulares no sistema prisional.
De acordo com a Polícia Civil, Karoliny é atuava em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, a Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas. Ela teria recebido transferências via PIX realizadas por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados.
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Karoliny teve o mandado de prisão cumprido por policiais civis da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), nas primeiras horas do dia, em uma casa no bairro Parque Atalaia.
De acordo com a Seduc, a profissional deixou o cargo na rede pública há seis meses. A nota informa que a servidora não faz parte da Rede Estadual de Ensino desde o dia 8 de março de 2026, data em que protocolou e teve efetivado o seu pedido de exoneração das funções que exercia junto ao sistema de ensino.
Apesar de afastar o vínculo, a Seduc-MT pontuou que tomou conhecimento do caso e segue acompanhando de perto o andamento das investigações conduzidas pelas forças de segurança pública do Estado.
Além do mandado de prisão, os policiais apreenderam o celular da professora investigada. Um policial penal efetivo também foi alvo da Operação Insídia. De acordo com a Polícia Civil, ele cobrava valores entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para a cadeia.
Os servidores são investigados pela prática dos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.
Ao todo, a Polícia Civil cumpre oito ordens judiciais em Cuiabá. Além dos mandados de prisão preventiva, são cumpridos dois de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Capital.
O cumprimento das ordens judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).












