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09 de Setembro de 2026

09 de Setembro de 2026, 11h:01 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO INSÍDIA

Seduc esclarece que professora presa em operação por facilitar entrada de celulares em presídio foi exonerada

Secretaria afirma que acompanha desdobramentos de esquema que facilitava entrada de celulares em presídio, mas reforça que investigada não faz mais parte da rede pública.

Reprodução

A professora Karoliny Cardoso Viegas é acusada de facilitar entrada de celular em presídio em Várzea Grande

A professora Karoliny Cardoso Viegas é acusada de facilitar entrada de celular em presídio em Várzea Grande

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



A professora Karoliny Cardoso Viegas, alvo da Operação Insídia deflagrada hoje (9) pela Polícia Civil, não integra mais os quadros da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT). É o que esclareceu a pasta estadual por meio de nota oficial enviada à imprensa para detalhar o vínculo institucional da investigada após a deflagração da operação contra um esquema de corrupção e facilitação de entrada de celulares no sistema prisional.

De acordo com a Polícia Civil, Karoliny é atuava em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, a Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas. Ela teria recebido transferências via PIX realizadas por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados. 

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Karoliny teve o mandado de prisão cumprido por policiais civis da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), nas primeiras horas do dia, em uma casa no bairro Parque Atalaia.

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De acordo com a Seduc, a profissional deixou o cargo na rede pública há seis meses. A nota informa que a servidora não faz parte da Rede Estadual de Ensino desde o dia 8 de março de 2026, data em que protocolou e teve efetivado o seu pedido de exoneração das funções que exercia junto ao sistema de ensino.

Apesar de afastar o vínculo, a Seduc-MT pontuou que tomou conhecimento do caso e segue acompanhando de perto o andamento das investigações conduzidas pelas forças de segurança pública do Estado.

Além do mandado de prisão, os policiais apreenderam o celular da professora investigada. Um policial penal efetivo também foi alvo da Operação Insídia. De acordo com a Polícia Civil, ele cobrava valores entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para a cadeia.

Os servidores são investigados pela prática dos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.

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Ao todo, a Polícia Civil cumpre oito ordens judiciais em Cuiabá. Além dos mandados de prisão preventiva, são cumpridos dois de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Capital.

O cumprimento das ordens judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

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