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09 de Setembro de 2026, 12h:34 - A | A

POLÍTICA / MANDOU SEGURANÇA RETIRAR

Júlio Campos bate boca com sindicalistas antes de votação de veto ao reajuste dos servidores do Judiciário; vídeo

Deputado estava concedendo uma entrevista coletiva à imprensa quando começou a ser vaiado e reagiu

Karine Arruda/RepórterMT

Júlio Campos bateu boca com sindicalistas do Poder Judiciário na manhã desta quarta-feira (9), na ALMT

Júlio Campos bateu boca com sindicalistas do Poder Judiciário na manhã desta quarta-feira (9), na ALMT

VANESSA MORENO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O deputado estadual Júlio Campos (União) bateu boca com sindicalistas do Poder Judiciário na manhã de hoje (9), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Enquanto Júlio falava com a imprensa, os sindicalistas que estavam no local começaram a vaiar o parlamentar, que reagiu pedindo que os seguranças da ALMT os retirassem do local, pois estavam atrapalhando a entrevista.

Os representantes dos servidores do Judiciário estiveram na Casa para pressionar os deputados a votarem o veto do ex-governador Mauro Mendes (União) ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que concedia reajuste salarial de 6,9% aos servidores.

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Em meio às vaias, o deputado reagiu: “Olha, eu não entendo. Eu estou defendendo as suas causas. Eu estou defendendo justamente a causa do Judiciário, eu estou defendendo a causa de vocês”.

“Tem que respeitar, aqui é o Poder Legislativo, aqui não é o Poder Judiciário, respeitem. Eu estava defendendo a causa de vocês, justamente falando que, se eu estiver presidindo a sessão hoje, queira ou não queria nós vamos votar o RGA de vocês”, acrescentou.

Assim, os ânimos se acalmaram e os servidores passaram a aplaudir a fala do deputado.

Antes do início da sessão parlamentar, Júlio Campos afirmou que estava pedindo a presença de todos os deputados estaduais para a nova votação do veto, que foi uma determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

“Já estou mandando mensagem para o grupo dos deputados, pedindo presença, encarecidamente, no plenário, ou até em seu gabinete, mas que possam votar com seu tablet a derrubada desse veto”, disse.

“Nós queremos cumprir, não se pode descumprir decisão do Tribunal de Justiça. Tem que ter respeito pelos outros poderes constituídos”, acrescentou.

Segundo o deputado, era preciso ao menos 20 deputados em plenário para a votação do veto. No entanto, não houve quórum suficiente. Apenas oito deputados estaduais marcaram presença, sendo cinco em plenário e três online.

LEIA MAIS: Com 5 deputados em plenário, Assembleia Legislativa suspende votação de veto ao reajuste de 6,8% a servidores do Judiciário

Decisão do TJMT

No início do mês, o desembargador do TJMT Márcio Vidal, da Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), determinou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) coloque novamente em votação o veto do ex-governador Mauro Mendes (União) ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que concedia reajuste salarial de 6,9% aos servidores do Poder Judiciário.

LEIA MAIS: Tribunal de Justiça manda Assembleia Legislativa refazer votação sobre veto ao reajuste de 6,8% a servidores do Poder Judiciário

A votação anterior foi realizada no dia 3 de dezembro de 2025, de forma secreta. Agora, ela deverá ser aberta e realizada logo na primeira sessão após Russi tomar conhecimento da determinação.

A medida ocorre porque, em maio deste ano, o Órgão Especial do TJMT considerou que a regra da Constituição do Estado que permite a votação secreta na ALMT é inconstitucional e anulou a votação que manteve o veto do ex-governador Mauro Mendes ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que previa reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário.

De acordo com o tribunal, os estados precisam seguir o mesmo modelo adotado pela Constituição Federal em temas importantes do processo legislativo.

A decisão ocorre no âmbito de um mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat).

Projeto de Lei nº 1.398/2025

O projeto foi enviado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia Legislativa no início de setembro do ano passado. Após adiamentos decorrentes de três pedidos de vista apresentados por deputados, o projeto foi votado e aprovado no dia 19 de novembro.

Contudo, no dia 1º de dezembro, Mauro Mendes vetou integralmente a pauta, sob a alegação de que o TJMT não apresentou estudos de impacto financeiro consolidados nem indicação de fonte de custeio permanente para sustentar o reajuste.

No dia 3 de dezembro, a ALMT, em votação secreta, manteve o veto do Governo do Estado.

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