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09 de Setembro de 2026, 13h:13 - A | A

POLÍTICA / FORÇAS ESTADUAIS

Janaina propõe novas bases do Ciopaer e divisão de bens apreendidos com MT

Candidata ao Senado também defendeu o RGA retroativo, aposentadoria especial e auxílio-saúde para os profissionais da segurança pública

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Janaina Riva defendeu a expansão do Ciopaer e a destinação de bens apreendidos às forças estaduais.

Janaina Riva defendeu a expansão do Ciopaer e a destinação de bens apreendidos às forças estaduais.

DO REPÓRTERMT



A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu a ampliação do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para outras regiões de Mato Grosso e mudanças nas regras de destinação dos bens apreendidos em operações policiais. As propostas foram apresentadas durante agendas de campanha em Cuiabá e Várzea Grande, na noite de terça-feira (8).

Janaina citou a reivindicação pela instalação de uma base do Ciopaer em Sinop e afirmou que o Governo do Estado deveria realizar estudos para ampliar a cobertura aérea da segurança pública.

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“Viajei por Mato Grosso e estive em Sinop, e eu vi uma defesa para que lá também tivesse uma Ciopaer. É um desejo do povo”, afirmou.

Segundo a candidata, novas unidades poderiam reduzir o tempo de resposta em operações policiais, buscas por pessoas desaparecidas, combate a incêndios e outras situações de emergência.

“É justo um estado rico como Mato Grosso promover um estudo para a gente poder viabilizar mais unidades de proteção. A gente sabe a diferença que faz quando tem um ente desaparecido e vários outros problemas que precisam de um acompanhamento da segurança com urgência”, declarou.

A implantação de novas bases do Ciopaer, no entanto, depende de decisões administrativas e orçamentárias do Governo de Mato Grosso. Caso seja eleita, Janaina poderá atuar politicamente em busca de recursos federais e mudanças na legislação.

A candidata também propôs rever as regras de distribuição de veículos, embarcações, imóveis e outros bens apreendidos em operações contra o crime organizado e o tráfico de drogas. A intenção, segundo ela, é aumentar a parcela destinada às forças estaduais que participam das ações.

Janaina afirmou que foi procurada por delegados para discutir o assunto e prometeu levar a reivindicação ao Senado.

“Isso não se compartilha para os estados, é mais uma perda que os servidores da segurança pública estaduais têm. Se apreender veículo, apreender barco, apreender bens, imóveis, tudo fica para a Polícia Federal. Então é uma discussão que a gente vai fazer também para ter justiça na distribuição desses recursos”, disse.

A emedebista ainda se comprometeu a participar das discussões sobre a reforma administrativa e a votar contra medidas que, na avaliação dela, retirem direitos dos profissionais da segurança pública.

Entre as pautas defendidas pela candidata estão o pagamento retroativo da Revisão Geral Anual (RGA), a aposentadoria especial e a implantação de auxílio-saúde. O pagamento do RGA aos servidores estaduais, porém, é uma atribuição do Governo de Mato Grosso e da Assembleia Legislativa.

“A minha briga mesmo é pelo RGA retroativo, porque eu vejo, eu tenho vários amigos que são servidores que estão diretamente impactados por esses 18, 20% de defasagem salarial. Isso impacta para qualquer um. Imagine para o servidor que ganha 6, 7, 8 mil reais que está lá na ponta, o quanto isso faz falta no dia a dia”, afirmou.

“Prende e solta”

Durante o evento em Várzea Grande, Janaina também criticou a rápida liberação de suspeitos presos pelas forças de segurança. Para ela, a situação desestimula os policiais responsáveis pelas prisões.

“Nos incomoda esse prende e solta, onde o criminoso dois dias depois está na rua. Prende de novo, cinco dias depois está na rua. A polícia se desmotiva a prender, porque não aguenta mais”, declarou.

A candidata atribuiu ao Congresso Nacional a responsabilidade por alterar a legislação penal e endurecer as regras contra criminosos reincidentes.

“Isso é omissão do Congresso, porque quem faz as leis somos nós. A culpa não é do juiz que solta, não. A culpa é do legislador que não faz uma lei que proteja a população”, concluiu.

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