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15 de Setembro de 2026

15 de Setembro de 2026, 18h:01 - A | A

POLÍTICA / DEFESA DA INDÚSTRIA

Fiemt rebate Wellington e destaca que cada R$ 1 de isenção gera R$ 4,66 em investimentos

Federação das Indústrias de Mato Grosso destacou que programas são indispensáveis para viabilidade econômica de empresas

Karine Arruda/RepórterMT

Fiemt manda recado a Wellington após ataque a incentivos fiscais: “pode tirar empresas de MT”

Fiemt manda recado a Wellington após ataque a incentivos fiscais: “pode tirar empresas de MT”

DO REPÓRTERMT



A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) cobrou “responsabilidade com os fatos” em uma nota de defesa aos incentivos fiscais concedidos pelo Governo do Estado. A instituição emitiu o pronunciamento após o senador Wellington Fagundes (PL) atacar em entrevista na TV Centro América os incentivos fiscais do Governo de Mato Grosso.

Nesse governo, ao todo foram R$ 55 bilhões de isenção, que está indo só para os grandes [empresários]. Vamos exigir que esses grandes contribuam melhor com nosso estado, porque precisamos industrializar”, criticou.

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A federação rebateu defendendo que os instrumentos legais de incentivo empresarial devem ser mantidos. Ela listou os benefícios desses programas.

A Fiemt reafirma que discutir o futuro dos incentivos fiscais exige responsabilidade com os fatos e a preservação de instrumentos que estimulem investimentos, agreguem valor à produção, fortaleçam a indústria e ampliem as oportunidades para a população, promovendo competitividade, geração de empregos e o crescimento de Mato Grosso”, observou.

A Fiemt também avaliou que os incentivos tornam as empresas estaduais mais competitivas e fomentam a economia. Sem elas, conforme a federação, o estado teria menor capacidade financeira.

Sem essa condição competitiva, a maioria dos investimentos em Mato Grosso poderia não ocorrer, o que significaria menos indústrias, menos empregos, menor geração de renda, menor arrecadação de ICMS e, consequentemente, menos capacidade de investimento em educação, estradas, saúde e segurança pública”, completou.

O grupo citou que em 2025, segundo o Relatório Anual de Desempenho dos Incentivos Fiscais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), cada real aplicado em renúncia fiscal foi multiplicado como investimento nas indústrias mato-grossenses.

Conforme relatório, os dados mostram que, em 2025, para cada R$ 1 de renúncia fiscal, foram gerados R$ 4,66 em investimentos diretos no estado, fortalecendo a economia, ampliando a renda e sustentando a arrecadação pública”, pontuou.

Por fim, a federação classificou os incentivos fiscais como “determinantes para a viabilidade econômica” das empresas e relatou que esses programas não são exclusivos da política mato-grossense.

Os incentivos fiscais são determinantes para a viabilidade econômica da instalação e da permanência de empresas em Mato Grosso. É importante destacar que essa não é uma política exclusiva do nosso estado: mecanismos dessa natureza são adotados em todo o país como instrumentos de atração de investimentos e desenvolvimento regional”, considerou.

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