RepórterMT

Francielle Claudino Brustolin é procuradora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sub-procuradora da Procuradoria Especial da Mulher da ALMT
ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A aprovação de medidas legislativas de enfrentamento à violência contra a mulher e o endurecimento das penas para crimes de gênero estão diretamente ligados à atuação da bancada da direita no Congresso Nacional. A avaliação foi feita pela subprocuradora especial da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Francielle Claudino Brustolin, em entrevista ao
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"O pacote antifeminicídio ele foi feito, ele só foi aprovado, ao meu ver, porque a gente tem uma bancada de direita no Congresso. Então é o contrassenso você vir com uma pauta ideológica trazendo para uma esquerda", declarou a subprocuradora.
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Segundo Francielle, propostas de alteração do Código Penal direcionadas ao aumento de sanções costumam encontrar respaldo e viabilidade política em conjunturas de maioria conservadora nas casas legislativas.
"Os pacotes, na verdade, os pacotes que vão dar rigor à legislação penal, eles geralmente acontecem em momentos políticos de direita. Então é um desserviço você trazer uma bandeira ideológica para essa pauta que ela tá avançando justamente porque a direita tá no poder, na grande maioria, nas bancadas do Congresso Nacional", pontuou.
Ao rebater críticas que apontam um suposto cerceamento dos homens em razão dos avanços legais de proteção feminina, Francielle argumentou que a legislação busca garantir o respeito fundamental às decisões e à autonomia das mulheres.
"Então é uma falta de conhecimento até quando você traz essa pauta ideológica pra questão da violência contra a mulher, dos avanços legislativos. Fala: 'Ah, mas agora o homem não pode nada'. Ele pode respeitar a mulher. Respeitar ela, respeitar as decisões dela, né?", afirmou.
A subprocuradora chamou a atenção para fatores comportamentais que desencadeiam os assassinatos de mulheres, defendendo a necessidade de ações educativas direcionadas à maturidade emocional dos homens para lidar com rejeições ou finais de relacionamentos.
"Ensinar os homens a se frustrar é importante, porque quando eles são frustrados que eles vêm e matam a mulher", alertou Francielle.
Confira o vídeo:
Confira a entrevista completa:













