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10 de Setembro de 2026

10 de Setembro de 2026, 18h:00 - A | A

ENTREVISTA / LIVE INTERNACIONAL

Médico: Novos medicamentos via oral e injetáveis prometem mais controle da pressão alta

Inovações apresentadas pelo cardiologista Fábio Argenta apontam redução na quantidade de comprimidos diários e aplicação de injeções trimestrais ou semestrais para controle da pressão arterial.

RepórterMT

Fabio Argenta

ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



O médico cardiologista Fábio Argenta, diretor do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), contemplado com o título de FESC (Fellow of the European Society of Cardiology) durante o Congresso Europeu de Cardiologia (ESC Congress), realizado na última semana em Munique, na Alemanha, contou que o tratamento da hipertensão arterial está passando por uma transformação significativa com a chegada de novas medicações.

As inovações incluem desde medicamentos via oral que reduzem a necessidade de múltiplos comprimidos até tratamentos injetáveis de longa duração, com previsão de lançamento na Europa a partir de 2027 e no Brasil entre o final de 2027 e início de 2028.

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Entre as novidades, destaca-se uma medicação sintética via oral desenvolvida para inibir a aldosterona, hormônio diretamente associado ao aumento da pressão arterial. O tratamento é direcionado a pacientes com casos de mais difícil controle ou hipertensão refratária.

Essa medicação vai ser usada naquelas casos de hipertensão de mais difícil controle, hipertensão em que eu tenho que usar mais de três, quatro drogas. Então é uma medicação muito promissora para que eu controle melhor a pressão arterial daqueles indivíduos que têm uma hipertensão mais refratária, mais resistente que a gente chama”, explica o médico cardiologista.

O especialista explicou, em entrevista ao , que o medicamento atuará de forma complementar no esquema terapêutico, permitindo simplificar a rotina de quem depende de muitos remédios diários e reduzindo efeitos adversos comuns.

Outra frente de inovação envolve o uso da tecnologia de RNA de interferência aplicada em medicamentos injetáveis subcutâneos. A estratégia consiste em inibir proteínas no início da cascata hormonal que eleva a pressão arterial, como o angiotensinogênio.

“Essa medicação injetável vai ser usada cada 3 meses, injetável subcutâneo. Por vezes, o indivíduo com apenas essa medicação irá controlar sua pressão arterial, do outro lado vai ser associada com outras medicações”, afirma Argenta.

O médico ressalta ainda que a abordagem injetável, que já é uma realidade no tratamento do colesterol, trará mais conveniência e adesão ao tratamento da hipertensão.

Tem medicações que estão por vir aí cada 6 meses também para controle de pressão arterial injetável e subcutâneo. Hoje a gente já tem isso pro colesterol mas agora também a partir de ano que vem nós vamos ter isso no mundo da hipertensão”, destacou.

Confira o trecho da entrevista:

Confira a entrevista na íntegra:

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