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09 de Setembro de 2026

02 de Setembro de 2026, 18h:30 - A | A

ENTREVISTA / DOENÇA CRÔNICA

Endócrino: Canetas emagrecedoras ajudam a normalizar glicose e podem levar diabetes à remissão

Endocrinologista explica que 70% dos pacientes com pré-diabetes evoluem para a doença crônica caso não recebam tratamento adequado, e aponta o papel do Mounjaro para normalizar as taxas glicêmicas.

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Claudia Santana esclareceu os critérios diagnósticos e destaca o uso de canetas emagrecedoras para impedir o avanço do diabetes

Claudia Santana esclareceu os critérios diagnósticos e destaca o uso de canetas emagrecedoras para impedir o avanço do diabetes

ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



Em entrevista ao , a médica endocrinologista Claudia Santana explicou que o termo pré-diabetes, muitas vezes negligenciado por parecer uma condição inofensiva que antecede a doença crônica, hoje é tratado pela medicina como um quadro clínico que exige atenção imediata. Com a chegada dos medicamentos análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras", médicos têm alcançado resultados expressivos não apenas na perda de peso, mas na reversão de quadros metabólicos graves.

"Pré-diabetes é um numérico, porque pré-diabetes não é pré-doença. A gente sabe hoje que na faixa ali de pré-diabetes, eu já tenho aumento de risco cardiovascular, eu já tenho aumento de neuropatia periférica, aumento de alguns tipos de câncer (...). Então assim, pré-diabetes não é pré-doença", acrescentou.

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Segundo a especialista, a ausência de tratamento ou de mudança de hábitos é um caminho quase certo para o agravamento da saúde.

"Hoje não faz mais tanta diferença eu saber se você é diabético ou você é pré, porque 70% dos pacientes com pré-diabetes vão evoluir para o diabetes se não mudarem, se não tomarem uma atitude" , destacou.

É nesse cenário que as canetas emagrecedoras têm desempenhado um papel fundamental. O uso desses medicamentos tem mostrado a capacidade de normalizar as taxas de açúcar no organismo de quem está na faixa de risco e até mesmo de pacientes com a doença já instalada.

"Com o uso das canetas a gente tem visto alguns pacientes retornando a valores normais. E o que que eu posso dizer? Até de paciente diabético: a gente tem paciente que perdeu 30kg, 40kg, então assim, ele reverteu um diabetes estabelecido", citou.

Apesar dos resultados promissores, a endocrinologista faz um alerta: a melhora proporcionada pelos medicamentos não significa a cura definitiva, mas sim a remissão da doença, um conceito que já era observado em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Para que o diabetes seja considerado em remissão, o indivíduo deve manter níveis normais de glicose sem o uso de qualquer medicação.

O sucesso a longo prazo depende diretamente da manutenção do peso ideal e de um estilo de vida saudável.

"O que que acontece se você voltar a engordar, se você voltar aos velhos hábitos de sedentarismo, alimentação errada? Vai voltar tudo", adverte a médica.

Confira o vídeo:

 
Confira a entrevista na íntegra:

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