DO REPÓRTERMT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio da assessoria jurídica da coligação “Brasil Pronto pra Mais”, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir novas manifestações do prefeito Abilio Brunini (PL) contra ele.
Na ação, os advogados reconhecem o alcance de Abilio nas redes sociais e destacam que o prefeito cuiabano possui 1,7 milhão de seguidores no Instagram. O número é usado como argumento para sustentar o pedido de aplicação da multa máxima, de R$ 30 mil, além da retirada do conteúdo considerado ofensivo.
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A representação foi apresentada pela coligação “Brasil Pronto pra Mais”, formada por partidos que apoiam Lula, e tem como alvo declarações feitas por Abilio durante uma entrevista em Cuiabá, no dia 7 de setembro. Ao comentar o desempenho de Lula nas pesquisas, o prefeito afirmou que entre os principais eleitores do petista estariam “presidiários, faccionados, drogados” e dependentes químicos.
A fala foi publicada nas redes sociais e passou a ser alvo de uma ofensiva jurídica da defesa do candidato à Presidência. Na petição, os advogados classificam as declarações como “grave investida” e afirmam que Abilio teria ultrapassado os limites da crítica política legítima.
O documento sustenta ainda que o prefeito teria se apropriado de uma gravação feita originalmente por um veículo de imprensa e a transformado em uma “ostensiva peça de propaganda eleitoral negativa”, com o objetivo de ampliar o alcance dos ataques. Em outro trecho, a defesa afirma que a fala teria como propósito “desumanizar, rotular e agredir” cidadãos que manifestam preferência por Lula. Para os advogados, a declaração estabeleceria uma associação entre o voto no petista e a criminalidade organizada.
O alcance de Abilio nas redes é utilizado como um dos principais argumentos para justificar uma punição mais severa. A petição afirma que o prefeito possui “1,7 milhão de seguidores no Instagram” e que essa base demonstraria sua “imensa capilaridade política” e o potencial de impacto da publicação.
Com base nessa argumentação, a coligação tenta enquadrar as declarações como propaganda eleitoral negativa irregular e pede que o TSE determine a retirada do conteúdo, além da multa.
A ação representa uma tentativa da campanha de Lula de levar para a Justiça Eleitoral uma declaração feita por um de seus críticos mais ativos em Mato Grosso e uma das principias lideranças da direita no Brasil sendo o prefeito mais influente nas redes sociais no país .













