Karine Arruda/RepórterMT

Abilio afirma que ações judiciais em período eleitoral visam apenas "sangrar" candidatos
ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou forma como a Polícia Federal conduziu a Operação Heritage, deflagrada na quinta-feira (6), que cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do ex-governador e candidato ao Senado Federal, Mauro Mendes (União Brasil).
Durante entrevista coletiva concedida nessa sexta (7), Abilio comparou o episódio da busca de computadores e passaportes na casa de Mendes às investigações promovidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso do cartão de vacinação.
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Na avaliação do prefeito, a deflagração de operações policiais no meio do calendário eleitoral, fundamentadas em fatos antigos, possui o objetivo de causar desgaste político temporário para, posteriormente, ser arquivada.
"(...) Foram lá investigar o Bolsonaro se ele tinha vacinado ou não. Foram lá na casa do Bolsonaro, pegaram o cartão, fizeram toda aquela narrativa durante o período eleitoral. Dois anos depois da eleição, arquivaram o processo. Ou seja, durante o período eleitoral sangrou o Bolsonaro com várias narrativas, com operações e tudo mais, passou as eleições e foi arquivado esse processo. Esse aqui, por exemplo, é um deles: vai lá, faz todo esse barulho, toda essa narrativa, passa as eleições e de repente arquiva o processo", disparou Abilio.
Ao comentar os mandados cumpridos na residência de Mauro Mendes e de sua esposa, a candidata a deputada federal Virginia Mendes (União Brasil), no âmbito da apuração que mira 25 alvos supostamente envolvidos em um esquema de desvio de R$ 308 milhões através de um contrato firmado com a empresa de telefonia OI, o prefeito questionou a necessidade de apreensão de bens pessoais e passaportes na reta final da campanha.
"Qual a necessidade de ir na casa do Mauro agora, de pegar o computador e o passaporte... Ele é candidato ao Senado, ele vai fugir? Ele vai sair daqui da candidatura dele ao Senado para fugir do quê? Desculpe, mas acho que acabou virando o cartão de vacina do Bolsonaro. Acho que prejudica todo o processo", completou.
Vazamentos e "data marcada"
Abilio ainda acusou a existência de vazamento de informações privilegiadas ao afirmar que figuras como Pedro Taques, Jayme Campos e Júlio Campos já antecipavam a data exata da operação em entrevistas e gravações de áudio antes mesmo de a Polícia Federal ir às ruas.
A Operação Heritage, instaurada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apura a suposta prática de peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada em um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi, envolvendo a cifra de R$ 308 milhões.
Veja o vídeo:














Rodolfo 08/08/2026
Engraçado, agora é ilegal cumprimento de busca e apreensão? Pq o suspeito é candidato? Então está a cima da lei??? Só os pobres mortais podem sofrer busca e apreensão autorizado por um juíz??... Se realmente não tiver nda , se tudo não passou de um engano, ou algo criado, será fácil provar a inocência, se isso acontecer, segue o jogo tudo resolvido.
Comparação justa 08/08/2026
Principalmente se descobrirem que o cartão FALSO de mito custou 308 milhões.
Qi 160 08/08/2026
O tio chico edqueceu que sobre o cartao de vacina foi .comprovado..mesma coisa wue nao sabe esplicar como o dinheiro foi cair nos fundos geridos pelos filhos de MM .
Pedro 08/08/2026
Tá de brincadeira né Abílio. Passando a mão na cabeça de bandido.
4 comentários