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29 de Outubro de 2026

15 de Janeiro de 2026, 16h:22 - A | A

POLÍCIA / CASO VIVIANE FIDELIS

Segunda necropsia de advogada encontrada morta em Cuiabá é inconclusiva; família aponta falhas

Exame do IML não define se morte de Viviane Fidélis foi suicídio ou assassinato.

Reprodução

Família de Vivine Fidelis contesta versão de suicídio

Família de Vivine Fidelis contesta versão de suicídio

DO REPÓRTERMT



O mistério sobre a morte da advogada Viviane Fidélis, encontrada em seu apartamento no bairro Bosque da Saúde em setembro de 2025, ganhou um novo capítulo com a finalização da segunda necropsia. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi considerado inconclusivo, não conseguindo determinar se o caso trata-se de suicídio ou de um homicídio. A nova análise foi solicitada pelo Ministério Público após a família apontar diversas contradições no trabalho da Politec.

Atualmente, a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é subsidiada por dois laudos divergentes. O primeiro, realizado ainda no local do crime, indicou suicídio por enforcamento. No entanto, o segundo documento técnico classifica o óbito como "morte violenta a esclarecer".

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Para a família, essa brecha reforça a suspeita de envolvimento do ex-namorado da advogada, que foi a última pessoa a ter contato com ela e possuía um histórico de comportamento violento relatado pela vítima a amigas.

Por meio da página "Caso Viviane Fidelis" nas redes sociais, familiares têm feito duras críticas à condução do inquérito. Em manifestação enviada à reportagem, a família questiona a seletividade da polícia em relação à preservação da imagem da vítima.

"Enquanto outros bateram fotos dela morta e divulgaram por grupos de WhatsApp, a intimidade dela não importava. Enquanto a polícia coagiu testemunhas usando mensagens dela com a mãe, a intimidade não importava; agora que divulgamos desenhos de como foi tudo, a intimidade dela importa", diz trecho do desabafo.

A defesa da família sustenta que a primeira perícia foi "mal feita" e ignorou circunstâncias que exigiam avaliação técnica minuciosa. De acordo com os parentes, o segundo laudo, embora inconclusivo, já é um avanço por retirar o selo definitivo de suicídio colocado inicialmente.

A reportagem procurou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para obter esclarecimentos sobre as supostas falhas e as divergências entre os laudos apresentados, entretanto, as perguntas não foram respondias. O espaço, contudo, segue aberto.

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