VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
A família da advogada Viviane Fidelis, de 30 anos, espalhou outdoors por Cuiabá pedindo justiça. Ela foi encontrada morta no dia 17 de setembro deste ano, em seu apartamento, no bairro Bosque da Saúde, na capital, e o caso vem sendo tratado como suicídio por enforcamento. No entanto, a família contesta a causa da morte e levanta a hipótese de assassinato. Os outdoors, segundo os familiares, são uma forma de pressionar por uma investigação mais séria sobre o caso.
No último mês, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) pediu um novo exame de necropsia, que já foi realizado. Agora, a família aguarda o resultado. De acordo com a mãe de Viviane, Sheyla Regina Barros de Souza, o resultado de duas etapas do exame já ficou pronto, faltando apenas um para o laudo final.
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O corpo de Viviane Fidelis foi encontrado por volta das 23h do dia 17 de setembro por uma vizinha. Ao chegar em casa tarde da noite, a mulher foi surpreendida pelo ex-namorado de Viviane, Raphael Augusto de Campos Gomes Rondon, que estava na portaria do condomínio onde a advogada morava, querendo entrar.
Ele disse à vizinha que havia terminado o namoro com Viviane um dia antes e queria saber se a ex estava bem. A mulher foi até o apartamento da advogada e tentou falar com ela, mas não obteve resposta.
Diante disso, Raphael informou a senha da fechadura do apartamento de Viviane Fidelis à vizinha, que entrou no local e encontrou a advogada morta, pendurada por um cinto no pescoço, preso à maçaneta da porta do banheiro.
Quando a vizinha informou a Raphael que Viviane estava morta, ele subiu até o apartamento da ex-namorada e retirou o corpo do local, alterando a cena da morte.
O caso da morte de Viviane Fidelis vem sendo amplamente divulgado nas redes sociais por meio de uma página criada no Instagram (@casoviviane). Nas publicações, a família aponta que a investigação está cercada de contradições, falhas periciais e processuais, além de possíveis negligências.
Os familiares questionam o fato de que, mesmo o ex-namorado tendo alterado a cena, o boletim de ocorrência descreveu que o corpo da advogada foi encontrado pendurado. Também é questionada a rapidez da perícia no local, realizada em apenas 28 minutos. Segundo a família, os peritos teriam ignorado itens importantes que poderiam ser utilizados como prova, como o cinto, uma faca sobre a cama e o celular da vítima, que estava em posse de Raphael, ao contrário do que consta no boletim de ocorrência, que relata que o aparelho estava ao lado do corpo.
O laudo da primeira perícia também foi contestado devido à rigidez no lado esquerdo do rosto de Viviane, com marcas de sangue que teriam escorrido para o lado direito, além de outros hematomas que havia no corpo da advogada.
Ainda de acordo com os familiares, as investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) teriam ignorado o fato de que o ex-namorado poderia ser um dos suspeitos. Ele só foi ouvido quase três meses após a morte de Viviane.
Algumas circunstâncias fazem a família desconfiar do ex-namorado da advogada, como relatos de que ela havia sido empurrada por ele e de que a advogada estava com medo dele, que teria crises recorrentes de ciúmes. Viviane também teria dito que foi ela quem terminou o namoro, enquanto ele disse o contrário. Câmeras de segurança do condomínio flagraram os dois um dia antes da morte, em uma cena em que Viviane tentava se desvencilhar do ex, que tentava abraçá-la. Ela foi encontrada morta com a mesma roupa que usava nessas imagens.
Veja vídeo:











