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Cuiabá, 31 de Maio de 2026
31 de Maio de 2026

03 de Dezembro de 2025, 14h:29 - A | A

POLÍCIA / CASO VIVIANE FIDELIS

Família contesta suicídio e MP pede nova necropsia no corpo de advogada encontrada em apartamento em Cuiabá

Família contesta que a causa da morte tenha sido suicídio e coloca ex-namorado na cena do suposto crime

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu um novo exame de necropsia no corpo da advogada Viviane Fidelis, de 30 anos, que foi encontrada morta no dia 17 de setembro, no apartamento dela, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Até o momento, o caso vem sendo tratado como suicídio. Contudo, a família contesta a causa da morte, levanta a hipótese de assassinato e coloca o ex-namorado da advogada na cena do suposto crime.

Segundo a mãe de Viviane, Sheyla Regina Barros de Souza, o novo exame de necropsia já foi realizado e o laudo está em elaboração. O prazo total para que o documento fique pronto é de 30 dias.

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Conforme já informado pelo RepórterMT, o corpo de Viviane foi encontrado por volta das 23h do dia 17 de setembro, por uma vizinha da advogada. Ao chegar em casa tarde da noite, a mulher foi surpreendida pelo ex-namorado, que estava na portaria do condomínio de Viviane querendo entrar.

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Ele disse à vizinha que havia terminado o namoro com Viviane um dia antes e queria saber se a ex estava bem. A mulher foi até o apartamento de Viviane, que fica ao lado do dela, e tentou falar com a advogada, que não atendeu.

Com isso, o rapaz passou a senha da fechadura eletrônica da casa de Viviane para a vizinha, que entrou e a encontrou morta, pendurada por um cinto no pescoço, na maçaneta da porta do banheiro.

Quando a mulher informou ao rapaz que Viviane estava morta, ele subiu até o apartamento da ex-namorada e retirou o corpo dela do lugar, alterando a cena da morte.

Em uma página nas redes sociais (@casoviviane), a família de Viviane denuncia que, mesmo o ex tendo alterado a cena, foi descrito no boletim de ocorrência que o corpo da advogada foi encontrado pendurado. O laudo da perícia inicial também foi contestado, devido a uma rigidez no lado esquedo da face de Viviane, com marcas de sangue que teriam escorrido para o lado direito.

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Os familiares denunciam ainda uma série de erros da perícia, que teria sido realizada em apenas 28 minutos e teria ignorado diversas provas, inclusive o celular da vítima, que estava em posse do ex-namorado.

Ainda de acordo com os familiares, as investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) teriam ignorado o fato de que o ex-namorado poderia ser um dos suspeitos. Até hoje, ele não foi ouvido, segundo Sheyla Regina. A DHPP, no entanto, diz que todos os protocolos foram seguidos e não considera o namorado como suspeito.

Dentre as circunstâncias que fazem a família desconfiar do ex-namorado de Viviane está o relato anterior de que ela havia sido empurrada por ele e que estava com medo dele, que tinha crises recorrentes de ciúme. Viviane também havia dito que foi ela quem terminou o namoro, e câmeras de segurança do condomínio flagraram os dois, no mesmo dia da morte, em uma cena em que ela tenta se desvencilhar do ex, enquanto ele tenta abraçá-la.

Além disso, um dia após a morte de Viviane, o pai do ex-namorado teria entrado em contato com um tio dela, dizendo que o filho não havia entrado no prédio no dia em que ela foi encontrada morta. Imagens de câmeras de segurança, no entanto, mostraram o contrário.

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