VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O cabeleireiro Eliélson Gonçalves Vieira teve o pedido de liberdade negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele está preso preventivamente por suspeita de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. A decisão foi assinada na segunda-feira (26) pelo ministro Mauro Campbell Marques, vice-presidente do STJ, e publicada hoje (28).
A defesa alegou que a prisão foi determinada com base em fatos que já haviam sido analisados anteriormente pela Justiça, sem a apresentação de novas provas ou circunstâncias que justificassem a medida.
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Os advogados também argumentaram que as conversas usadas na investigação são de 2024 e que uma apreensão mencionada no processo ocorreu em setembro de 2025. Por isso, sustentaram que não havia motivos atuais para manter Eliélson preso.
Outro argumento apresentado foi o de que parte das informações extraídas de aparelhos celulares teria sido atribuída incorretamente ao cabeleireiro, já que alguns dados seriam de um telefone pertencente a outro investigado.
A defesa pediu a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas alternativas, que permitiriam ao acusado responder ao processo fora da prisão, mediante o cumprimento de condições estabelecidas pela Justiça.
Ao analisar o pedido, o ministro Mauro Campbell Marques entendeu que o STJ não poderia intervir neste momento, porque o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ainda não julgou definitivamente o pedido de liberdade apresentado pela defesa.
Segundo o magistrado, o entendimento dos tribunais superiores impede, em regra, que o STJ analise esse tipo de pedido antes de uma decisão do tribunal estadual, salvo em situações excepcionais de ilegalidade evidente, o que não foi identificado no caso.
Com isso, o ministro rejeitou o pedido e Eliélson permanece preso. A defesa deverá aguardar a análise do caso pelo TJMT.
Prisão
Eliélson, conhecido como "cabeleireiro das estrelas", foi preso no dia 8 de outubro, em Cuiabá, durante a Operação Fio, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O cabeleireiro já havia sido preso anteriormente por tráfico e, em 2015, foi condenado a 6 anos, 3 meses e 25 dias de prisão em regime fechado.
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Em setembro de 2025, ele voltou a ser preso após a polícia encontrar cerca de 550 gramas de skunk, droga conhecida como supermaconha, avaliada em R$ 16,5 mil.
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Operação Fio, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), teve como alvo suspeitos de movimentar valores incompatíveis com a renda declarada. Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 ordens de bloqueio de bens e valores, que variam de R$ 300 mil a R$ 1,4 milhão.
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