Montagem/RepórterMT

O PM Raylton Duarte Mourão e o comparsa dele Vitor Hugo Oliveira da Silva são acusados de matar uma personal trainer em VG.
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve o júri popular do policial militar Raylton Duarte Mourão e o comparsa dele Vitor Hugo Oliveira da Silva, acusados de matar a personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, em Várzea Grande. A decisão é do dia 8 de setembro, porém o documento só foi disponibilizado nessa segunda-feira (14).
No documento, o TJMT analisou os recursos apresentados pelas defesas dos dois réus, que apontaram supostas falhas na decisão anterior, entre elas questões relacionadas ao direito ao silêncio, à cadeia de custódia de imagens e outros elementos digitais. Entretanto, os desembargadores entenderam que não houve demonstração de prejuízo concreto aos acusados que fosse capaz de anular o processo.
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O julgamento dos embargos de declaração ocorreu de forma unânime e confirmou que os acusados continuarão respondendo perante o Tribunal do Júri pela morte da personal e também pela acusação de posse ilegal de arma de fogo.
Em contrapartida, durante a análise dos recursos, o TJMT reconheceu um erro em uma decisão anterior, que havia mencionado a existência de um laudo de comparação balística que não consta no processo. A arma utilizada no crime não foi apreendida e, conforme consta nos autos, o PM teria afirmado que a jogou em um rio.
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Mesmo com a correção, o tribunal entendeu que a ausência da arma e do exame balístico não impede que os dois sejam julgados pelo Tribunal do Júri. Segundo a decisão, existem outros elementos no processo que sustentam a acusação, como laudos periciais, certidão de óbito, imagens de câmeras de segurança, depoimentos e declarações atribuídas aos acusados.
Assassinato
A personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes foi assassinada a tiros em setembro de 2025, quando entrava em seu veículo para sair de casa, no bairro Canelas, em Várzea Grande. Segundo a investigação, ela foi atingida por um disparo na região do olho.
A acusação aponta que o PM Raylton Duarte Mourão teria planejado o assassinato e acompanhado a rotina da vítima antes de recrutrar Vitor Hugo Oliveira da Silva para pilotar a moto usada no crime. Os dois foram denunciados por homicídio triplamente qualificado.
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A investigação aponta ainda que o crime teria sido motivado por uma ação judicial movida por Rozeli contra uma empresa ligada a Raylton, após um acidente de trânsito. A vítima cobrava cerca de R$ 15 mil por danos morais.
Em julho deste ano, a Quarta Câmara Criminal do TJMT já havia mantido a decisão que mandava os dois a júri popular. Na ocasião, os desembargadores rejeitaram os argumentos apresentados pelas defesas e determinaram a continuidade do processo para julgamento pelo Tribunal do Júri.
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Com a nova decisão, que apenas corrigiu os pontos apontados nos embargos sem alterar o resultado anterior, Raylton e Vitor continuam aguardando a definição da data do julgamento.












