VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O advogado Fernando Faria, responsável pela defesa de Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, classificou como ilegal e desnecessária a prisão da cliente, detida pela Polícia Federal nessa terça-feira (25), durante a Operação Bóreas. A investigação apura um esquema de tráfico internacional de drogas no Tocantins, que teria como um dos líderes Márcio Theodoro, irmão da advogada. Thatiana é sócia-administradora de uma das empresas responsáveis pelo Tatu Bola Bar, na Praça Popular, em Cuiabá.
Segundo Faria, não há elementos concretos que justifiquem a prisão ou comprovem a participação de Thatiana nas atividades investigadas.
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“O que eu posso garantir, depois de ler as duas mil páginas do processo, é que essa prisão é absurda, arbitrária, sem fundamento algum”, afirmou.
De acordo com o defensor, um dos elementos utilizados para fundamentar a medida seria uma mensagem trocada entre Thatiana e o irmão em 2024. Faria sustenta que a conversa trata de um assunto sem relação com os fatos apurados pela Polícia Federal.
“O que eu posso dizer é que acharam lá uma mensagem, uma mensagem de 2024, em que ela falou com o irmão dela de sangue sobre um assunto que não tem nada a ver com a investigação”, declarou.
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Defesa aponta irregularidades em busca e apreensão
Além de questionar os fundamentos da prisão preventiva, o advogado apontou supostas irregularidades no cumprimento da busca e apreensão. Segundo ele, o delegado responsável pela diligência tomou o celular desbloqueado de Thatiana quando ela pretendia fazer uma ligação para um advogado, antes da chegada de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Faria relatou que o aparelho foi colocado em modo avião e guardado no bolso pelo delegado, sem ser lacrado. Ainda conforme a versão apresentada pela defesa, houve manuseio do celular antes da chegada do representante da Ordem, o que, na avaliação do advogado, comprometeu a cadeia de custódia do material.
“Documentamos tudo, a OAB vai fazer um relatório”, afirmou o criminalista. Ele também acusou a Polícia Federal de desrespeitar as prerrogativas profissionais da investigada durante a diligência.
O defensor informou que apresentou pedido de revogação da prisão na manhã desta quarta-feira (26), após já ter solicitado a liberdade durante a audiência de custódia. Segundo Faria, o juiz responsável pelo ato decidiu aguardar a análise do magistrado do Tocantins.
“Não tem motivo nenhum para ter sido decretada prisão preventiva. Não tem. E não tem motivo nenhum para essa prisão ser mantida”, sustentou.
Como alternativa, a defesa pediu a substituição da prisão por medidas cautelares, como a entrega do passaporte e a restrição de saída de Cuiabá. Faria também argumentou que Thatiana é responsável por uma filha de nove anos e, por isso, requereu que seja considerada a possibilidade de prisão domiciliar.
“Além de ser advogada, ela é mãe de uma criança de nove anos de idade”, destacou.
O advogado afirmou que a cliente tem residência fixa, atua como advogada e empresária, emprega trabalhadores em Cuiabá e não possui antecedentes criminais. Para ele, essas condições reforçam o pedido de liberdade.
Sobre o dinheiro encontrado durante a busca, Faria disse que a quantia é compatível com a atividade econômica da investigada. Ele também negou que o bar Tatu Bola, apontado por ele como empreendimento de Thatiana, integre a investigação e pediu que o estabelecimento não seja associado ao suposto esquema.
“Foi achada uma quantia de valor compatível com a atividade econômica dela. Ela é dona de um bar. O bar Tatu Bola não faz parte da investigação”, afirmou.
Ao reiterar as críticas à prisão, o defensor afirmou que sua leitura dos autos não identificou fundamentos para atribuir à cliente participação nas práticas investigadas.
As acusações de irregularidades na diligência e os argumentos sobre a ausência de envolvimento de Thatiana foram apresentados pela defesa. O material fornecido para esta reportagem não inclui manifestação da Polícia Federal sobre essas alegações.
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Eldivam 26/08/2026
Achei absurda a prisão da advogada, se o irmão dela que aprontou contra a lei, quem deve ser preso é ele e não ela. sou contra a injustiça social privar a liberdade de alguém por culpa de outra pessoa é um absurdo, quantos casos de pessoas inocentes.
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