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21 de Outubro de 2026

21 de Outubro de 2026, 07h:00 - A | A

POLÍTICA / GUERRA EM VÁRZEA GRANDE

Vereador acusa presidente da Câmara de barrar nova eleição e diz que maioria apoia Lucas Chapéu do Sol

Vice-presidente da Câmara de Várzea Grande afirma que grupo reúne de 19 a 20 votos e cobra convocação de novo pleito para o biênio 2027/2028

REPRODUÇÃO

O vice-presidente da Câmara de Várzea Grande, Bruno Rios (PL), cobra a realização de uma nova eleição da Mesa Diretora

O vice-presidente da Câmara de Várzea Grande, Bruno Rios (PL), cobra a realização de uma nova eleição da Mesa Diretora

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O vice-presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), cobrou hoje (20) a realização de uma nova eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Ele alega que o atual presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), vem criando dificuldades para que o pleito seja realizado.

Wanderley e outros 12 vereadores de Várzea Grande foram alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para investigar um esquema de organização criminosa, corrupção, obtenção de vantagens indevidas e cooptação de agentes públicos, focado em possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Casa.

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O presidente foi reconduzido ao cargo em 14 de maio deste ano, mas a eleição foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do princípio da anterioridade, que estabelece limites para a realização antecipada de eleições das Mesas Diretoras do Poder Legislativo.

“A situação da eleição da Câmara, o presidente atual se recusa a fazer a convocação que preconiza o regimento interno desta Casa. Ele se recusa. Já fizemos um mandado de segurança no qual ele se esquivou do oficial de Justiça, com muito custo o oficial encontrou ele. Acredito que o prazo dele aspira agora na próxima segunda-feira”, disse Bruno Rios.

“O que a gente quer é que ele convoque os demais vereadores, que já demonstraram, em sua grande maioria, a vontade de que a eleição seja refeita”, acrescentou.

Segundo o vereador, o grupo liderado pelo vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL), do qual pertence, reúne apoio suficiente para vencer a disputa.

“A gente observa hoje uma grande maioria caminhando pela chapa do Lucas Chapéu do Sol. A gente já fala hoje em torno de 19 a 20 votos. A gente está muito tranquilo nisso”, destacou.

Operação Cathedra Venalis

A disputa pelo comando da Câmara ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, com a Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção na administração pública municipal, com foco em possíveis pagamentos de vantagens indevidas a parlamentares em troca de apoio político na disputa pela Mesa Diretora. Também são apurados supostos repasses periódicos que teriam como objetivo comprar o silêncio de agentes públicos sobre possíveis irregularidades no Legislativo.

As suspeitas tiveram origem, entre outros elementos, em uma denúncia anônima protocolada no Gaeco em maio. O documento descreveu a suposta criação de um “quartel-general” para assegurar o resultado da eleição da Mesa Diretora.

De acordo com o relato encaminhado ao Ministério Público, a articulação seria liderada por Wanderley Cerqueira. A denúncia apontava que 12 vereadores teriam sido mantidos em regime de confinamento, sob escolta de policiais à paisana, em uma chácara localizada no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá.

LEIA MAIS: Denúncia de "confinamento" de vereadores explode bastidores da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande

A propriedade pertence ao vereador Dr. Miguel (Cidadania). Conforme a denúncia, o grupo permaneceria no local aguardando a data da sessão que definiria o comando do Legislativo. O documento também mencionava a circulação de um grande volume de dinheiro em espécie, supostamente destinado à compra de votos.

Além dos parlamentares de Várzea Grande, dois vereadores de Cuiabá, que teriam participado de uma reunião na chácara, também foram alvos da operação. São eles: Alex Rodrigues (Podemos) e Ilde Taques (Podemos).

Veja os alvos da operação:

Vereadores de Várzea Grande

- Wanderley Cerqueira (MDB) — presidente da Câmara;
- Gisa Barros (Podemos);
- Rogerinho Dakar (PSDB) — ex-presidente do DAE-VG e suplente;
- Cilço da Cruz (PV);
- Braz Jaciro (PSDB);
- Alessandro Moreira (MDB), também identificado como Alecsand;
- Wender Madureira (Republicanos);
- Sargento Galibert (PSB);
- Dr. Miguel (Cidadania);
- Lucélia Oliveira (Agir);
- Kleberton Feitoza (PSB);
- Raul Curvo (Republicanos);
- Enfermeiro Emerson (PP).

Vereadores de Cuiabá

- Alex Rodrigues (Podemos);
- Ilde Taques (Podemos).

Servidores de Várzea Grande

- Lorineide — diretora financeira da Câmara;
- Samir Katumata (PL) — secretário legislativo e suplente.

Veja vídeo:

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