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26 de Julho de 2017, 07h:40 - A | A

PODERES / ARAPONGAGEM

Taques exonera secretário da Casa Militar e policiais envolvidos em escutas ilegais

A determinação consta no Diário Oficial do Estado que circula nesta quarta-feira (26).

RepórterMT/Reprodução

Medida foi assinada pelo governador e publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira.

Medida foi assinada pelo governador e publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO



Três policiais militares envolvidos no esquema de escutas clandestina, os chamados grampos, foram exonerados de seus cargos administrativos na Casa Militar, entre eles o coronel Evandro Lesco, que está preso e era mantido pelo Governo do Estado, como secretário afastado da pasta.

Também foram exonerados dos cargos de secretário-adjunto da Casa Militar e assessor técnico da pasta, o coronel Ronelson Jorge de Barros e o cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior, respectivamente. Ambos estão presos em decorrência das investigações das escutas telefônicas clandestinas, que seriam operadas por policiais militares.

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A decisão, assinada pelo governador Pedro Taques (PSDB), consta no Diário Oficial que circula nesta quarta-feira (26), que também oficializa o coronel Wesney de Castro Sodré como secretário da Casa Militar. Até então ele havia assumido o posto de forma interina.

A ação ocorre após a publicação de um relatório dos juízes Bruno Marques (11ª Vara Criminal) e Geraldo Fidelis (2ª Vara Criminal) ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que revela que o cabo Gerson poderia ter saído da prisão para ir à uma boate e que o coronel Lesco, ainda secretário da Casa Militar, teria o visitado antes de ser preso. 

O coronel Lesco, estava lotado no cargo de secretário chefe da Casa Militar. Já o coronel Barros, era o secretário-adjunto da pasta.

O cabo Gerson é apontado nas investigações como o executor de todo o esquema de escutas clandestina no âmbito da Polícia Militar.

O cabo Gerson está preso por envolvimento com os “grampos”, desde o dia 23 de maio, na Rotam (Ronda Ostensiva Tática Móvel). O coronel Lesco está detido na Academia de Polícia Militar do Costa Verde, em Várzea Grande, e seu adjunto, o coronel Ronelson Barros, está detido  no Bope (Batalhão de Operações Especiais).

O esquema

O caso das escutas telefônicas clandestinas que teriam tido como alvos políticos, advogados, jornalistas e agentes públicos, a partir de uma investigação de suposta rede de tráfico internacional, foi denunciado à Procuradoria Geral da República pelo promotor Mauro Zaque e se tornou o maior escândalo do governo Pedro Taques.

O coronel Zaqueu Barbosa, ex-comandante Geral da PM, também está preso desde o dia 23 de maio, por ser apontado como o mandante do sistema ilegal.

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