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Evandro Lesco foi exonerado da PM em determinação publicada nesta quarta-feira (26).
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
Um documento enviado pelos juízes Bruno Marques (11ª Vara Criminal) e Geraldo Fidelis (2ª Vara Criminal) ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) revela, que antes de ser preso, o ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, visitou o cabo da PM Gerson Luiz Correa Júnior dentro na cadeia militar, na sede Rotam (Ronda Ostensiva Tática Móvel), em Cuiabá. Ambos foram exonerados dos cargos administrativos que ocupavam por determinação do governador Pedro Taques (PSDB). A medida foi publicada nesta quarta-feira (26).
O Cabo está preso desde o dia 23 de maio por envolvimento no esquema de escutas telefônicas clandestinas, operadas no núcleo da Polícia Militar do Estado, assim como o coronel, preso um mês depois pelo mesmo motivo.
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No documento, os magistrados não mencionam quando aconteceu o encontro entre Lesco e Gerson, mas afirmam que é necessário evitar que casos como esses se repitam.
“De fato, torna-se recomendável tal providência para se preservaras investigações e a conveniência da instrução processual, pois, diante das peculiaridades do caso, é prudente evitar que eventuais complicados façam uso de influência impropria à lealdade processual”, diz trecho do texto.
Para evitar qualquer risco, Bruno Marques e Geraldo Fidelis solicitam que façam “o trancamento do alojamento no período em que o custodiado [o cabo] não estiver no banho de sol e refeições”, além da “vigilância direta ao militar”.
O relatório destaca, ainda, que as medidas são “imprescindíveis para prevenir eventual fuga de presos, pois foi constatado durante inspeções que os locais das custódias são inadequados para prisões da espécie, carecendo de estrutura física apta a garantir a segurança necessária. Os muros são baixos de fácil acesso”.
Nesta mesma denúncia em encaminhada ao relator do inquérito no TJMT, desembargador Orlando Perri, já apontava que o cabo Gerson Luiz Ferreira estava recebendo regalias dentro da prisão, inclusive, teria deixado a sede da Rotam para “tomar uma cerveja” na Boate Crystal, na Capital.
No relatório, os magistrados explicam que vistoriaram as unidades no dia 5 de julho e chegaram a culminar em pedido de transferência de Gerson para o presídio militar em Santo Antônio de Leverger. A transferência, no entanto, não foi autorizada.
“Inobstante a isso, verificamos que a vigilância foi reforçada após as denúncias que motivaram as inspeções, sendo que, indubitavelmente, o local em que o militar se encontra é inadequado para as prisões em espécie, sendo, pois, imprescindível a sua transferência para o presidio militar de Santo Antônio”, apontaram os juízes no relatório.
Marques e Fidelis ainda constataram que o cabo tem acesso a computadores e no dia 19 de junho teria enviado um e-mail para um colega, cobrando um suposto débito.
Gerson é acusado de ter assinado o pedido de autorização para que políticos, empresários, jornalistas e advogados tivessem os telefones grampeados entre os anos de 2014 e 2015, em lista de investigação de tráfico internacional de drogas.
Exonerações
O coronel Evandro lesco foi exonerado od cargo de secretário da Casa Militar. O coronel Ronelson Jorge de Barros foi exonerado do cargo de secretário-adjunto da pasta e o cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior do cargo de assessor técnico.
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