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19 de Outubro de 2021, 10h:00 - A | A

PODERES / INDICAÇÕES DE ALIADOS

Huark fez acordo com MP e denunciou 250 contratações na Saúde para beneficiar Emanuel

A informação consta na denúncia do MPE. Na manhã desta terça-feira (19), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) foi afastado do cargo e o chefe de gabinete preso.

DAFFINY DELGADO
CAMILLA ZENI



Depoimentos do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, em acordo firmado com o Ministério Público Estadual (MPE) culminaram no pedido de afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Ele denunciou que 250 pessoas foram contratadas para  a pasta que ele comandava para atender interesses políticos do prefeito.

Consta no documento, ao qual o teve acesso, que as contratações temporárias beneficiavam pessoas sem qualificação técnica para a área, sendo as mesmas indicadas por aliados políticos e vereadores da Capital.

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“Eram levadas a cabo por indicação política, principalmente de vereadores, e visavam retribuir ou comprar apoio político; esclarecendo, também, que muitas contratações eram realizadas sem necessidade e envolviam pessoas que não tinham formação profissional para o cargo que desempenhavam, causando prejuízo ao erário", diz trecho do documento.

Huark declarou que os indicados eram contratados e recebiam salários e verba do prêmio saúde, mesmo sem que ele tivesse assinado as contratações.

O acordo entre o ex-secretário e o MPE foi fechado este ano e baseou a Operação Capistrum deflagrada na manhã desta terça-feira (19), pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) da Procuradoria-Geral de Justiça.

A ação resultou no afastamento do prefeito e na prisão do Antônio Monreal Neto, chefe de gabinete. Com o afastamento, o vice-prefeito, José Roberto Stopa assume o comando da Capital.

Ex-secretário preso

Huark já foi preso na operação Sangria deflagrada em 2018, pela Delegacia Fazendária (Defaz). Na época, além do ex-secretário, sócios de empresas prestadoras de serviço, uma servidora da SMS e parente de um dos sócios foram alvos.

Segundo a investigação, eles formam uma “organização criminosa que montou um esquema para monopolizar a saúde no Estado de Mato Grosso, por meio de serviços médicos hospitalares”.

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