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WILSON ALVES DA SILVA é vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Público Alternativo de Passageiros
Foi anunciado o aumento da tarifa do transporte coletivo de Cuiabá de R$ 3,60 para R$ 3,85.
Aí eu pergunto: Vai ter mais qualidade? Renovação de frota? Mais linhas? Ar-condicionado em todos os veículos? Retorno dos 41 micro-ônibus para reforçar e atender a população?
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Infelizmente, a resposta para essas perguntas é “não”.
Primeiro, que os empresários já deixaram claro que não vão trazer os ‘tais’ 50 ônibus novos que o prefeito Emanuel Pinheiro havia anunciado, e nem que vão reformar ou tirar de linhas os ônibus mais antigos.
Então, o que justifica esse aumento da tarifa?
Para a população, mais despesa e falta de consideração com quem depende desse transporte público para se locomover.
Em contrapartida, a Semob não libera que nós, dos micro-ônibus, voltemos a operar em Cuiabá, por conta de um Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o Ministério Público Estadual e que impede que esse veículo reforce o transporte coletivo em Cuiabá.
O promotor de Justiça Ezequiel Borges alega que não foi feito processo licitatório.
Só que as empresas de ônibus também estão trabalhando sem licitação com os contratos vencidos.
Por isso, a prefeitura não tem como exigir dos empresários que invistam no sistema, colocando mais veículos para atender a demanda dos usuários.
Nós que somos do micro-ônibus entramos um dia no sistema do transporte coletivo de Cuiabá, justamente porque os ônibus não eram suficientes para atender a população.
E, agora, novamente estamos sendo retirados pela Semob, que fez vista grossa às empresas e para nós, que somos meros trabalhadores, visto que a maioria tem um ou dois veículos, alegando a existência do TAC, nos é vetada.
Queremos trabalhar apenas e a população precisa do nosso serviço.
Não queremos nada mais que isso.
do Estado de Mato Grosso (Seta-MT)












