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12 de Setembro de 2026, 20h:20 - A | A

CIDADES / CAPITAL DO AGRO

Sob Lula, cesta básica sobe 7,6% e Cuiabá tem segundo maior preço do país

Levantamento do próprio governo federal mostra que alimentos custam R$ 851,57 e comprometem 56,79% do salário mínimo líquido.

Reprodução

Sob o governo Lula, cesta básica acumulou alta de 7,62% em Cuiabá durante os oito primeiros meses de 2026.

Sob o governo Lula, cesta básica acumulou alta de 7,62% em Cuiabá durante os oito primeiros meses de 2026.

DO REPÓRTERMT



Sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o preço da cesta básica acumulou alta de 7,62% somente nos oito primeiros meses de 2026 em Cuiabá.

O conjunto dos alimentos essenciais chegou a R$ 851,57 em agosto, deixando a Capital mato-grossense com a segunda cesta básica mais cara do Brasil. Cuiabá ficou atrás apenas de São Paulo, onde o custo alcançou R$ 900,59.

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Os dados constam no levantamento elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa do governo federal, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Embora a Conab tenha destacado uma redução mensal dos preços em 25 capitais, os próprios números mostram que a cesta básica ficou mais cara em todas as 27 capitais no acumulado de 2026.

Em Cuiabá, a alta entre dezembro de 2025 e agosto deste ano foi de 7,62%. Na comparação com agosto do ano passado, o aumento chegou a 6,42%, o segundo maior do país. Apenas Goiânia registrou crescimento superior, de 7,51%.

O peso dos alimentos também continua elevado para quem recebe o piso nacional. Um trabalhador remunerado com o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 115 horas e 34 minutos para comprar a cesta básica em Cuiabá.

Descontada a contribuição previdenciária, os produtos consumiram 56,79% de todo o salário mínimo líquido.

Entre os alimentos que mais subiram em Cuiabá desde o começo do ano estão o tomate, com alta de 47,65%; o feijão-carioca, com 42,50%; a batata, com 25,14%; e o leite integral, com 17,53%.

Também ficaram mais caros a carne bovina de primeira, com elevação de 7,86%; o arroz agulhinha, com 7,03%; e o pão francês, com 3,65%.

Somente entre julho e agosto, a cesta apresentou queda de 3,37% em Cuiabá. A redução pontual, contudo, não foi suficiente para reverter a alta acumulada durante o ano.

No último mês analisado, dez dos 13 produtos pesquisados ficaram mais baratos. Em sentido contrário, a banana subiu 6,58%, o óleo de soja avançou 1,34% e o açúcar cristal aumentou 0,71%.

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