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11 de Setembro de 2026

11 de Setembro de 2026, 21h:38 - A | A

CIDADES / MARGEM ESPREMIDA

Custo da soja chega a R$ 8,1 mil por hectare e retorno deve cair 35% em MT

Estudo projeta redução da produtividade e receita insuficiente para cobrir o custo econômico total na safra 2026/27.

Reprodução

Durante os próximos 180 dias, todas as ações de cobrança e execuções contra o grupo ficam suspensas.

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DO REPÓRTERMT



O custo total para produzir um hectare de soja deverá chegar a R$ 8.171,41 em Mato Grosso na safra 2026/27. O valor representa aumento de 16,69% em relação ao ciclo anterior.

A projeção faz parte do relatório do Projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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O levantamento indica que a receita bruta esperada não será suficiente para cobrir o custo econômico total da atividade.

Esse custo, entretanto, inclui despesas que não representam desembolso imediato, como a remuneração da terra e o custo de oportunidade do capital. O indicador compara o retorno obtido na lavoura com o que o produtor poderia receber aplicando os recursos em outras alternativas financeiras.

O custo operacional efetivo, que reúne os desembolsos necessários para conduzir a produção, foi estimado em R$ 6.012,39 por hectare, alta de 4,04%.

Já o custo operacional total, que também considera depreciações e outras despesas, deverá atingir R$ 6.682,54 por hectare, aumento de 4,42%.

Somente o custeio da lavoura foi calculado em R$ 4.323,22 por hectare. Os insumos permanecem como o principal componente das despesas, especialmente fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas.

O relatório projeta um Lajida de R$ 1.069,47 por hectare. O indicador representa o resultado da atividade antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

O valor deverá cair 35,05% na comparação com a safra anterior e ficará 53,5% abaixo da média registrada nos últimos cinco ciclos. Entre as safras analisadas, o resultado projetado supera apenas o de 2023/24.

Além do aumento dos custos, a redução esperada na produtividade deverá pressionar a margem dos produtores.

A estimativa é de uma produtividade média de 62,44 sacas por hectare, queda de 5,43%. Mesmo com aumento de 0,25% na área cultivada, que deverá alcançar 13,04 milhões de hectares, a produção estadual poderá recuar 5,19%, para 48,88 milhões de toneladas.

O cenário ainda está sujeito às condições climáticas. O relatório aponta incerteza relacionada à possibilidade de ocorrência de um El Niño forte, fenômeno que historicamente prejudicou a produtividade da soja em Mato Grosso.

Até agosto, 39,12% da produção estimada para 2026/27 estava comercializada. O preço médio dos negócios para a nova safra foi de R$ 121,18 por saca.

As entidades alertam que a pressão sobre as margens poderá levar produtores a reduzir investimentos, principalmente na adubação. A economia, porém, também aumenta o risco de queda adicional na produtividade.

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