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11 de Setembro de 2026, 12h:51 - A | A

CIDADES / PNEUMONIA QUÍMICA

Comerciante de 28 anos morre após inalar gases durante purificação de ouro em Cáceres

Jerônimo Gregório Mariano Neto permaneceu internado desde 26 de agosto e não resistiu às complicações respiratórias

Divulgação

Jerônimo Gregório Mariano Neto morreu após permanecer duas semanas internado em Cáceres.

Jerônimo Gregório Mariano Neto morreu após permanecer duas semanas internado em Cáceres.

DO REPÓRTERMT



O comerciante Jerônimo Gregório Mariano Neto, de 28 anos, morreu após inalar gases tóxicos liberados durante um procedimento de purificação de peças de ouro numa joalheria de Cáceres.

A morte ocorreu por volta das 4h55 de quarta-feira (9). A Prefeitura de Cáceres confirmou oficialmente o falecimento por meio de uma nota de pesar.

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Segundo informações fornecidas pela família, o acidente ocorreu em 26 de agosto, quando houve um vazamento do ácido nítrico utilizado pelo joalheiro durante o procedimento.

As circunstâncias que provocaram o vazamento ainda não foram esclarecidas. Jerônimo teria inalado os gases liberados no ambiente e procurado a Unidade de Pronto Atendimento de Cáceres por volta das 22h do mesmo dia.

No dia seguinte, ele foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional, onde precisou ser intubado.

Durante a internação, o comerciante apresentou complicações respiratórias e renais e foi submetido a sessões de hemodiálise. De acordo com as informações médicas repassadas à família, ele desenvolveu síndrome respiratória aguda decorrente de pneumonia química.

Jerônimo sofreu uma parada cardiorrespiratória na tarde de terça-feira (8). Uma segunda parada ocorreu durante a madrugada de quarta-feira, e ele não resistiu.

Natural de Mirassol D’Oeste, Jerônimo trabalhava no comércio de eletroeletrônicos e também era proprietário de uma empresa de serviços para festas e eventos em Cáceres.

A Prefeitura manifestou solidariedade aos pais, familiares e amigos do comerciante. O município, entretanto, não informou detalhes sobre o atendimento médico nem sobre as circunstâncias da intoxicação.

Até o momento, não foi divulgada manifestação da Polícia Civil, da Vigilância Sanitária ou de algum órgão de fiscalização trabalhista sobre o acidente. A substância envolvida e a dinâmica da exposição foram relatadas pela família e ainda dependem de confirmação oficial.

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