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11 de Setembro de 2026

11 de Setembro de 2026, 12h:27 - A | A

POLÍCIA / JULGAMENTO EM SETEMBRO

Juiz autoriza transferência de coronel acusado de financiar morte de Zampieri em Cuiabá

Oficial da reserva preso em Brasília será trazido para Mato Grosso para reuniões presenciais com a defesa na véspera do Tribunal do Júri marcado para o final de setembro.

TJMT

 Etevaldo Caçadini é réu pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri.

Etevaldo Caçadini é réu pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como um dos financiadores do assassinato do advogado Roberto Zampieri, será transferido de Brasília (DF) para Cuiabá ainda neste mês. A determinação é do juiz José Mauro Nagib Jorge, presidente do Tribunal do Júri, que atendeu a um pedido da defesa para assegurar condições materiais concretas ao exercício da ampla defesa antes do julgamento, marcado para o dia 29 de setembro.

Na decisão, o magistrado destacou que a realização de reunião presencial entre o acusado e seus advogados na véspera do julgamento constitui "providência indispensável em um processo de acentuada complexidade probatória, não podendo ser obstada por entraves logísticos". Com o deferimento, o juízo determinou a expedição de ofício ao Batalhão de Polícia do Exército na capital federal para que o recambiamento de Caçadini ocorra impreterivelmente até o dia 26 de setembro.

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Com a chegada a Mato Grosso, o oficial da reserva ficará acautelado nas dependências do Batalhão Laguna, em Cuiabá, o que permitirá o alinhamento estratégico final da defesa técnica para o júri popular. Até então, tentativas anteriores da defesa para transferir o coronel para uma unidade militar em Belo Horizonte (MG), sob alegação de proximidade familiar e tratamento de saúde, haviam sido negadas pela Justiça, mantendo-o sob custódia no Distrito Federal.

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RepórterMT

roberto zampieri

Roberto Zampieri foi assassinado em frente ao seu escritório com 10 tiros

 

Julgamento havia sido sido suspenso após jurado passar mal

Este julgamento que agora será retomado havia sido iniciado no final de julho, mas precisou ser suspenso no segundo dia de sessões. Na ocasião, um dos jurados sorteados para o Conselho de Sentença passou mal durante a noite com fortes dores no peito, recebendo atendimento de uma equipe médica do Tribunal de Justiça.

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Diante da indicação clínica de um quadro viral com comprometimento pulmonar, o juiz José Mauro Nagib Jorge determinou a dissolução imediata do conselho para preservar a saúde do jurado e dos demais presentes, remarcando todo o plenário para este mês de setembro.

Entenda o caso

O assassinato do advogado Roberto Zampieri ocorreu na noite do dia 5 de dezembro de 2023, por volta das 19h50, quando a vítima deixava seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Zampieri foi surpreendido por disparos de arma de fogo dentro de sua caminhonete, sendo atingido por cerca de dez tiros.

A investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso apontou uma divisão de tarefas entre os envolvidos na execução:

TJMT

RÉUS ZAMPIERI

Os três réus acusados pelo homicídio de Zampieri: Antônio Gomes da Silva (apontado como o atirador), Hedilerson Fialho (apontado como intermediador e fornecedor da arma) e Etevaldo Luiz Caçadini (acusado de financiar o crime)

Antônio Gomes da Silva: Apontado como o executor material do homicídio. Ele confessou ter efetuado os disparos que mataram o jurista após ser contratado para a empreitada.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa: Integrante do Exército e instrutor de tiro, foi denunciado como o intermediário do crime, responsável por fazer a ligação entre o mandante e o atirador, além de fornecer a arma utilizada.

Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas (Coronel Caçadini): Apontado pela acusação como responsável pela articulação e pelo financiamento do homicídio.

O produtor rural Aníbal Manoel Laurindo e sua esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, respondem em ações desmembradas como os mandantes da morte, enquanto os outros quatro suspeitos foram denunciados por suporte logístico.

A motivação do crime decorreu de uma intensa disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, localizada em Ribeirão Cascalheira (a 772 km de Cuiabá), avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

Montagem/RepórterMT

Elenice e Aníbal Laurindo Caso Zampieri

 Casal é apontado como mandante do assassinato.

O advogado atuava na defesa da parte contrária aos interesses de Aníbal Laurindo, que havia perdido a posse provisória da propriedade rural e contratado a morte de Zampieri pelo valor de R$ 124.250 antes do crime e mais R$ 60 mil após a execução.

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