Aqui se juntam uma série de fatos conexos. Começaram em momentos diferentes e estão se ajuntando. Só Deus sabe o fim! Primeiro as imagens de alguns deputados recebendo dinheiro na porta do gabinete do governador Silval Barbosa. Entre eles o prefeito atual de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, à época deputado estadual.
Dali pra frente tinha em paralelo uma delação do ex-governador Silval denunciando esse fato e uma série de outros mais que ainda estão em Brasília na mesa do ministro Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Depois surgiu na Câmara de Vereadores de Cuiabá uma CPI meio sem cara e aparentemente oportunista. Vinha morna e sem futuro. De repente, o depoimento do ex-chefe de gabinete do governador Silval Barbosa, que fazia aqueles pagamentos diz que tudo era propina.
Depois foi o próprio Silval Barbosa e pôs mais lenha na fogueira. Disse que os deputados recebiam um mensalinho como extorsão cura e nua, pra não atrapalhar o andamento de obras do Estado.
Aqui tudo muda de figura. O que tínhamos, segundo o depoimento do ex-governador era uma quadrilha dentro da máquina do Estado, assaltando e extorquindo. Segundo ele, localizada na Assembléia Legislativa e no Tribunal de Contas. Mas consta também na sua delação que está no Supremo Tribunal Federal que passava também pelo Judiciário. Apodreceu tudo!
Na mesma semana a Operação Bereré aprofunda no Departamento de Trânsito e, mais uma vez, para dentro da Assembléia Legislativa enorme centro de extorsão e de corrupção.
Que a Assembleía Legislativa tem ficha suja há décadas, todo mundo sabe. Piorou de algum tempo pra cá. Mas agora entrou na fase da metástase. Pouca gente se salva.
Mas o pior mesmo, é que maioria absoluta será reeleita nas eleições deste ano. Os justos e os injustos. Até que no futuro se percorra todas as vias e os desvios burocráticos da justiça, nada acontecerá a esses moços eleitos. Serão reeleitos, reeleitos e rirão dos bobocas que votam neles numa suposta boa fé. Ruim o eleito, pior quem o elege.
Seria de se esperar que a Assembleia Legislativa aprendesse com esses dois episódios que o seu papel é cívico. Duvido muito. Até lá eles rirão dos eleitores, incapazes de qualquer mobilização, presas do comodismo e do analfabetismo cidadão.
ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso
onofreribeiro@onofreribeiro.













