LOUREMBERGUE ALVES
Administração pública alguma pode se dar ao luxo de abrir mão da comunicação. Esta é imprescindível. Necessária, inclusive, para encurtar as distâncias entre o governante e os governados.
Detalhe, contudo, ignorado pelo prefeito de Várzea Grande. Daí o crescente descontentamento dos munícipes, materializado em manifestações e na coleta de assinaturas com o objetivo de tirar o peemedebista do cargo.
Diante desta situação bastante desconfortável, Wallace Guimarães pensa em melhorar a imagem de sua administração, vendendo-a com uma nova roupagem, via mexida no secretariado: troca, remanejamento e fusão de pastas.
Nesse sentido, o prefeito já substituiu o secretário de Assistência Social, Silvio Fidélis, pelo Wilton Coelho, que agora acumula as funções de vice-prefeito e de secretário; enquanto o Silvio Fidelis passa a chefiar a pasta de Educação, substituindo Jonas Sebastião.
Acontece, porém, tais mudanças não bastam, nem diminuem os desgastes sofridos pela gestão. É preciso muito mais que troca e remanejamento de seus auxiliares diretos.
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É necessário diminuir as distâncias que separam o prefeito dos munícipes. O que obriga o peemedebista a manter um diálogo e negociação com a população. Tarefa bastante difícil para o prefeito. Pois, há mais de dois anos no cargo, ele ainda não achou o jeito de conversar com os contribuintes locais.
Falta-lhe jogo de cintura, traquejo político e habilidade para enfrentar os desafios.
Explica-se, portanto, o porquê o funcionário número 1 do município várzea-grandense pecou, inclusive, onde nunca deveria errar: na comunicação.
Mal assessorado, valeu-se recentemente do perfil em uma rede social para fazer elogio a si próprio, para supervalorizar seu trabalho à frente da prefeitura, bem como para reclamar da falta de emendas dos parlamentares federais, ou para jogar a culpa dos problemas tão somente aos seus antecessores.
Resultado: ampliou mais e mais o descontentamento da população. Parte da população, aliás, já trabalha com o fim de pedir a cassação de seu mandato.
A cassação de mandato não se resume a um abaixo-assinado. Nem deveria. Pois o tal processo passa por uma CPI. Esta, para ser requerida e viabilizada, exige um fato determinado. Alvo de investigação por parte dos vereadores integrantes da comissão.
Caso comprovada a denúncia, e respeitada todo o procedimento legal, aí que vem o pedido ou não da cassação, passado pelo plenário da Casa Legislativa do município. I
sto significa dizer que o abaixo-assinado registra tão-somente o nível de descontentamento, o qual é provocado pela própria ineficiência e incapacidade de gestão do peemedebista, favorecendo assim o retorno de Jayme Campos à administração pública de Várzea Grande.
Wallace Guimarães, sequer, conta com a ajuda da Câmara Municipal. Até porque os vereadores são ruins de tudo. Inclusive, em apontar os desacertos do prefeito.
O pior é perceber que as consequências caem sobre a cabeça dos moradores.
Triste situação. Até quando? Indagação que, recentemente, chegou a esta coluna.
LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e articulista político em Cuiabá.
[email protected]













