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23 de Julho de 2017, 11h:10 - A | A

CONEXÃO PODER / VEJA VÍDEO

Presidente da OAB diz que nada liga governador Pedro Taques a 'grampos'

Leonardo Campos lembrou que à época em que foi protocolado um pedido de impeachment contra Pedro Taques, ele disse que a OAB-MT não teria essa atitude porque não agia de forma política.

Conexão Poder

Em entrevista ao Conexão Poder, o presidente da OAB-MT disse que a Ordem investiga outras ações irregulares de quebra de sigilo.

Em entrevista ao Conexão Poder, o presidente da OAB-MT disse que a Ordem investiga outras ações irregulares de quebra de sigilo.

DA REDAÇÃO



Apesar de criticar e opinar que o Governo do Estado deve um pedido de desculpas à sociedade pelo escândalo gerado com a revelação das escutas telefônicas, clandestinas, que ocorreriam sob o controle da Polícia Militar, em entrevista ao programa Conexão Poder, o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos saiu em defesa do governador Pedro Taques (PSDB), já que segundo ele, até o momento não há nada nos depoimentos que ligue o chefe do Executivo ao esquema ilícito.

“Até hoje não há vinculação direta ao nome do governador, em qualquer situação dos grampos. Pelo menos nos documentos que temos conhecimento. A única vinculação direta ao nome do governador ao que parece foi naquele depoimento do promotor Mauro Zaque, que foi remetido para Brasília”, declarou.

“Até hoje não há vinculação direta ao nome do governador, em qualquer situação dos grampos. Pelo menos nos documentos que temos conhecimento. A única vinculação direta ao nome do governador ao que parece foi naquele depoimento do promotor Mauro Zaque, que foi remetido para Brasília”, declarou.

Leonardo Campos lembrou que à época em que a denúncia do caso dos “grampos” veio à tona, um advogado protocolou, na Assembleia Legislativa, um pedido de impeachment contra o governador, ele foi questionado se a OAB-MT não faria o mesmo, o que refutou, alegando ser uma situação política.

"Disse que a Ordem não faria o impeachment porque ela não tinha vinculação política partidária e não agiria sob a influência política de alguém”, argumentou.

“Eu disse que a Ordem não tem bandeira política partidária e não agiria de forma política. Disse que a Ordem não faria o impeachment porque ela não tinha vinculação política partidária e não agiria sob a influência política de alguém”, argumentou.

Ainda sobre os grampos, o presidente da OAB-MT opina que as investigações podem tomar novos rumos a partir da comprovação de que houve fraude no protocolo no Palácio Paiaguás, no que deveria ser o documento que o promotor Mauro Zaque afirma que fez a denúncia.

Leonardo Campos destaca a importância da cobrança social para a continuidade das investigações para que todos os envolvidos sejam identificados, assim como os objetivos e com isso, as penalidades aplicadas.

“A sociedade não pode se contentar em permitir que se pare as investigações em quem executou. Nós precisamos chegar em com ordem de quem e com qual o intuito foi. Isso está muito claro desde os primeiros dias dos nossos posicionamentos”, observou.

 

No Conexão Poder, o presidente relata que a OAB-MT também acompanha outros casos de quebra de sigilo telefônico e até sigilo fiscal, que teriam ocorrido em operações de investigações contra corrupção em Mato Grosso. Nestes casos, foi encaminhada uma notícia crime ao Tribunal de Justiça, para que o Ministério Público se manifeste a respeito, que tem gerado impasse entre as instituições.

Clique aqui e assista a entrevista completa

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