Conexão Poder

Na avaliação da parlamentar, a gravidade e o perfil comportamental de quem comete agressões dessa natureza exigem a privação definitiva de liberdade.
ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, a deputada estadual e candidata ao Senado Federal Janaina Riva (MDB) posicionou-se a favor de punições severas para executores de crimes sexuais e feminicídio, defendendo prisão perpétua. Sobre a castração química, Janaina afirmou que votaria a favor, porém manifestou dúvidas quanto aos resultados práticos da medida para diminuir a violência sexual. Ela considera a prisão perpétua a medida de maior eficácia.
"Eu votaria sim para uma castração química mas com muita resistência porque eu entendo que é um passo que se dá, não podemos dizer que é um retrocesso, existe um avanço, mas eu tenho dúvida sobre a eficácia sabe, eu tenho muita dúvida porque para mim essa questão do estupro e da violência está ligada a esse poder de controle, de machucar , o prazer não está na relação sexual somente,está no órgão genital, está em você machucar, em você agredir , em você possuir, então eu não vejo como a castração química vá resolver isso, ele pode usar outros instrumentos para violar uma criança, isso falando especialmente sobre pedofilia", comentou.
Na avaliação da parlamentar, a gravidade e o perfil comportamental de quem comete agressões dessa natureza exigem a privação definitiva de liberdade.
"Para mim hoje, a prisão perpétua deveria se dar para crimes como pedofilia, para crimes como estupro e para crimes como feminicídio. Eu cito os três aqui mas obviamente que isso é uma discussão que tem que ser muito ampla e eu concordo com isso, é o que eu defendo, eu quero ouvir o que a população acredita, o que a ciência diz que funciona, o que os especialistas dizem que podemos fazer", citou.
Ao discutir a possibilidade de reabilitação dos condenados por tais atos, a deputada questionou a recuperação social e citou estatísticas e casos de extrema violência no país.
"Na minha opinião um cidadão ou uma cidadã, porque pode ser também uma mulher que viola uma criança de 4 horas de vida, como nós temos no Brasil, a criança mais jovem do Brasil registrada até hoje a sofrer uma violência sexual, como a gente vai dizer que um homem desse ou uma mulher dessa tem conserto? Assim como vai poder voltar a socializar? Não existe ressocialização para esse tipo de crime", pontuou.
Janaina também citou o impacto e a gravidade de crimes gravados e transmitidos digitalmente envolvendo vulneráveis masculinos, ressaltando a invisibilidade que costuma cercar esses casos.
Confira o trecho da entrevista:
Confira a entrevista completa:













