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13 de Setembro de 2026

13 de Setembro de 2026, 14h:00 - A | A

CONEXÃO PODER / MEDIDA DE SALVAÇÃO

Faissal defende porte de arma e treinamento para mulheres vítimas de violência: "Papel não protege do agressor"

Parlamentar critica ineficácia de ordens judiciais, defende direito de escolha das mulheres e aponta alteração na legislação federal para autorizar porte de arma a vítimas.

Conexão Poder

Faissal defende armamento e capacitação para mulheres com histórico de violência doméstica para inibir agressores.

Faissal defende armamento e capacitação para mulheres com histórico de violência doméstica para inibir agressores.

ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER



Em entrevista ao Conexão Poder,  o deputado estadual Faissal Calil (PL) posicionou-se favorável ao porte de arma de fogo e ao treinamento para mulheres vítimas de violência doméstica, questionando a eficácia das medidas protetivas atuais diante de ataques graves. O parlamentar argumentou que mecanismos como ordens judiciais ou dispositivos de alerta não oferecem proteção em tempo real contra agressões físicas graves.

"Sou a favor do porte de arma para mulheres vítimas de violência porque não é com papel que você vai conseguir se defender do agressor e o botão de pânico não chega a tempo, você sabe disso. Então, treinamento para todas aquelas mulheres que já sofreram algum tipo de violência ter um aparato para que elas consigam se defender", afirmou.

O deputado observou, contudo, que alterações nas regras de acesso a armamentos dependem de Legislação Federal.

"Acho que nesse sentido a gente poderia ser mais eficaz com relação à violência das mulheres, mas depende muito também de um regramento que venha lá de cima, do Congresso, a questão do porte de armas. A gente sabe que a competência é lá de Brasília", completou.

Faissal argumentou que a possibilidade de a vítima estar armada atuaria como um fator de inibição para os agressores.

"Imagina todas aquelas mulheres que foram vítimas, você vê aí sofrendo facada, ela ter um treinamento para poder se defender. E o homem também sabendo que ela tem uma arma, ele não ia fazer isso", ressaltou o parlamentar.

Questionado sobre a complexidade da preparação psicológica, o parlamentar reforçou que a medida não seria compulsória.

"Não é obrigatório, gente. Mas seria de fato um impacto para aquelas que quisessem ter", pontuou.

 

Confira o vídeo:

Confira a entrevista completa:

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