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12 de Setembro de 2026

12 de Setembro de 2026, 14h:00 - A | A

CONEXÃO PODER / VALORIZAÇÃO À CULTURA REGIONAL

Beto defende teto de R$ 600 mil para gastos com shows e cobra contratação de artistas de MT

Parlamentar defende a pluralidade das tradições regionais, teto de R$ 600 mil por município e valorização dos artistas locais para movimentar a economia dos municípios em Mato Grosso.

Conexão Poder

O deputado enfatizou que o investimento em eventos culturais traz retorno multiplicador para a economia local

O deputado enfatizou que o investimento em eventos culturais traz retorno multiplicador para a economia local

ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER



O deputado estadual Beto Dois a Um (Podemos) defendeu a valorização das políticas públicas voltadas à cultura em Mato Grosso, destacando seu papel no fortalecimento da economia e na geração de empregos. Durante entrevista ao Conexão Poder, o parlamentar também abordou a necessidade de limites nos investimentos em eventos e ressaltou legislações de sua autoria para regulamentar a área.

"A cultura é plural, ela é ampla, ela é diversificada, ela é regionalizada, ela tem a essência familiar (...) Pode parecer que a Cavalhada de Poconé seja irrelevante para o cara de Sinop, mas para aquele povo, ela é fundamental, a gente precisa ter esse carinho", ressaltou.

O deputado enfatizou que o investimento em eventos culturais traz retorno multiplicador para a economia local. Para evitar excessos nos cofres públicos, Beto Dois a Um ressaltou que atuou para impor restrições aos valores gastos em contratações de shows.

"Nós somos autores da lei onde a gente limitou gastos com show, onde a gente limitou os valores. Sou um entusiasta de que a gente tenha um limite para isso. Sou um dos autores da lei onde a gente obriga que 30% do gasto com contratação de artistas seja com artistas locais, para que a gente não pegue um valor e dê para um artista de fora levar embora, mas que a gente contrate empresas locais." , citou.

Ao tratar dos valores repassados aos municípios por meio de emendas, o deputado defendeu que o papel do Estado é de fomento e não de financiamento integral de grandes eventos.

"Eu sou um dos maiores entusiastas que os recursos não passem de R$ 600 mil para cada município (..) O poder público não tem que resolver o problema do evento, ele tem que auxiliar para que o evento aconteça", explicou.

Ele também rebateu críticas relativas à distribuição de suas emendas parlamentares, esclarecendo a priorização de áreas essenciais como a saúde.

"Muita gente fala: 'Poxa Beto, você coloca recurso só nisso ou só naquilo?'. Não, eu coloco mais de 50% na saúde, e os meus recursos livres, eu faço em um formato onde eles consigam atender os mais variados segmentos".

Confira o vídeo:

Confira a entrevista na íntegra:

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