Reprodução/Internet

TSE rejeitou liminar contra a escola na última semana, mas apontou que não era um "salvo-conduto".
DO UOL
A Acadêmicos de Niterói, agremiação que homenageou o presidente Lula no Carnaval 2026, foi rebaixada do Grupo Especial no Rio de Janeiro.
O que aconteceu
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A escola vai para o Grupo de Acesso. Com o rebaixamento, a Acadêmicos de Niterói disputará a Série Ouro em 2027.A agremiação abriu a primeira noite de apresentações com um enredo dedicado à trajetória do presidente Lula. A vida do político foi narrada ao longo de 79 minutos, desde a infância pobre no agreste de Pernambuco até a terceira eleição como presidente da República. Escola fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Na comissão de frente, um ator fantasiado de palhaço Bozo fez gestos de "arminha" e flexões de braço.
Bolsonaro ainda foi associado à pandemia de covid-19, ao aparecer em meio a cruzes com o número 700, que representa as 700 mil mortes que ocorreram em decorrência do vírus.O ex-presidente também era representado em carros alegóricos. Em um deles, Bolsonaro foi representado por um palhaço preso, que usava uma tornozeleira eletrônica danificada.Críticas a Bolsonaro causaram repercussões. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou a abordagem.Durante o desfile, a Acadêmicos de Niterói exaltou políticas públicas criadas nos primeiros mandatos de Lula.
Programas sociais como o Bolsa Família, Prouni, Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida foram retratados durante o desfile. A Acadêmicos de Niterói chegou a ser acusada de prejudicar outra agremiação durante os desfiles na Marquês de Sapucaí. A Imperatriz Leopoldinense afirmou, em nota, que foi prejudicada por três carros alegóricos. A escola informou ainda que entrou com pedido de recurso na Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro para resguardar "seus direitos durante o processo de apuração".
Polêmicas antes do desfile
Escola recebeu verba do governo federal, em acordo assinado no dia 19 de janeiro. O Ministério da Cultura e a Embratur assinaram um termo de cooperação técnica que previu repasse de R$ 12 milhões às 12 agremiações do Grupo Especial — R$ 1 milhão para cada uma. Além dessa verba, a escola também recebeu subvenção das prefeituras do Rio e de Niterói.Técnicos do TCU (Tribunal de Contas da União) recomendaram a suspensão do repasse federal em 2 de fevereiro. Contudo, o relator do caso, ministro Aroldo Cedraz, rejeitou o pedido."Palhaço" preso com tornozeleira danificada ironizou prisão de ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ex-presidente foi representado de forma provocativa como um palhaço preso com uma tornozeleira danificada em um dos carros alegóricos da escola. Nas redes sociais, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, criticou a alegoria e destacou que Lula é quem foi preso por corrupção.Palhaço preso e usando tornozeleira em alegoria da Acadêmicos de Niterói - Leo Franco / AgNews ()Políticos de direita criticaram ala do desfile que fez alusão a evangélicos e outros grupos conservadores no Brasil. Intitulada de "neoconservadores em conserva", a ala foi formada por integrantes vestidos de lata.
O rótulo exibia a imagem de um casal hétero com duas crianças, que seriam os filhos, e a frase "família em conserva".Michelle afirmou que "fé cristã foi exposta ao escárnio". A presidente do PL Mulher também cobrou uma nota de repúdio da Frente Parlamentar Evangélica sobre o desfile.Segundo a escola, a fantasia de lata representa "a dita família tradicional". "Na cabeça dos componentes, há uma variação de elementos para enumerar os grupos que levantam a bandeira do neoconservadorismo. São eles: os representantes do agronegócio, uma mulher de classe alta, os defensores da ditadura militar e os grupos religiosos evangélicos", explica a agremiação em sinopse.
TSE rejeitou ação contra a escola
TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou liminar contra a escola na última semana, mas apontou que não era um "salvo-conduto". "É um ambiente muito propício a que haja excessos, abusos e ilícitos. A festa popular do Carnaval não pode ser uma fresta para ilícitos eleitorais", afirmou a presidente do tribunal, Cármen Lúcia.
A ação foi protocolada pelo Partido Novo. André Mendonça e Kassio Nunes Marques também votaram contra a ação.Partido Novo apontou propaganda eleitoral antecipada. Em documento enviado ao TSE, a legenda afirma que o samba-enredo extrapola "os limites do que seria mera homenagem cultural". Na petição, Novo pediu que a transmissão fosse barrada.
Damares entrou com ação; PL criticou
Justiça do Distrito Federal rejeitou uma ação popular movida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) contra o enredo da escola. Conforme decisão do juiz federal substituto Francisco Valle Brum, da 21ª Vara Federal Cível, uma ação popular só pode ser aberta quando o ato tem potencial de causar prejuízo ao Poder Público, o que, segundo ele, não foi o caso. Na ação, Damares pediu que a Acadêmicos de Niterói fosse impedida de promover ataques pessoais ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após o desfile, o PL divulgou nota acusando a Acadêmicos de Niterói de promover "discurso político" em benefício de Lula. Para a legenda, o desfile deveria "narrar uma história pessoal" que, "patrocinada com dinheiro público, promoveu verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula". "A imagem de Bolsonaro, para o partido, foi usada "com inequívoca conotação eleitoral e com a indevida construção da narrativa 'bem x mal' que sempre marcou as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores."



















antonio 18/02/2026
FAZ O LLLLLLL
neymar oliveira 18/02/2026
Tudo que vem desse povo, não presta. nem para puxar saco com dinheiro publico prestam
pereira 18/02/2026
parece um jogo de cartas marcadas... foi muito milhões ai
MURILO BRASIL 18/02/2026
ACHO É POUCO
4 comentários