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15 de Outubro de 2026

15 de Outubro de 2026, 15h:11 - A | A

POLÍTICA / ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA

Suplente renuncia ao mandato em Cuiabá e acusa vereador titular de coação política: "Fui forçado"

Antônio Lemes de Paula alegou motivos pessoais no documento oficial, mas depois expôs ter sofrido pressão política do titular Jefferson Siqueira por divergência em votação

RepórterMT/Karine Arruda

Suplente de vereador renuncia à cadeira na Câmara de Cuiabá após conflito sobre eleições da Mesa Diretora

Suplente de vereador renuncia à cadeira na Câmara de Cuiabá após conflito sobre eleições da Mesa Diretora

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA



O suplente de vereador Antônio Lemes de Paula (PSD) protocolou na manhã de hoje (15), na Câmara de Cuiabá, a sua carta de renúncia ao mandato. No documento oficial entregue ao Legislativo, ele justificou a saída citando questões particulares. No entanto, horas depois, disse em coletiva de imprensa que a decisão foi motivada por pressões exercidas pelo vereador titular da vaga, Jefferson Siqueira (PSD), em razão de divergências nas articulações para a eleição da nova Mesa Diretora da Casa.

Lemes havia assumido a cadeira no dia 17 de agosto e a previsão inicial era de ele que permanecesse no exercício do mandato até 17 de novembro.

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O atrito começou durante as discussões para a escolha da nova Mesa Diretora. De acordo com o ex-parlamentar, Jefferson Siqueira exigia que ele votasse em Ilde Taques (Podemos), que venceu a eleição da Mesa Diretora como candidato único. Lemes, por sua vez, optou por apoiar o grupo que tentava se articular, liderado pela atual presidente, Paula Calil (PL).

"Eu fui forçado através de dois argumentos do vereador Jefferson. Ele disse que tinha construído algumas situações na Câmara Municipal e no futuro, e que eu tinha que votar para o candidato dele", relatou Lemes ao detalhar a abordagem recebida.

Apesar de relatar a insistência do titular da vaga, o suplente esclareceu que não sofreu ameaças diretas, classificando o episódio como uma intensa pressão de diálogo e coerção político-partidária.

Veja vídeo:

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