Cuiabá, 15 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
15 de Outubro de 2026

15 de Outubro de 2026, 07h:51 - A | A

POLÍTICA / RECUPERAÇÃO APÓS ATAQUE

Vereador que teve orelha cortada em assalto e família feita refém retoma trabalhos na Câmara de Rondonópolis

Wesley Cláudio voltou ao Legislativo nesta quarta-feira, 16 dias após ser torturado dentro de casa; parlamentar agradeceu apoio durante a recuperação

Reprodução

Ao anunciar o retorno nas redes sociais, Wesley agradeceu a Deus, aos familiares, aos amigos e às pessoas que enviaram mensagens de apoio

Ao anunciar o retorno nas redes sociais, Wesley agradeceu a Deus, aos familiares, aos amigos e às pessoas que enviaram mensagens de apoio

DO REPÓRTERMT



O vereador Wesley Cláudio (Novo) retomou os trabalhos na Câmara de Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá) nesta quarta-feira (14), após o assalto em que foi torturado e teve parte da orelha direita cortada. O parlamentar e a família foram mantidos reféns dentro de casa na madrugada de 28 de setembro.

Ao anunciar o retorno nas redes sociais, Wesley agradeceu a Deus, aos familiares, aos amigos e às pessoas que enviaram mensagens de apoio e fizeram orações por sua recuperação. O vereador também reafirmou o compromisso com a população do município.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

“Volto com ainda mais força, fé e disposição para trabalhar pela nossa cidade”, escreveu.

A retomada das atividades ocorre após o parlamentar precisar de novo atendimento médico no dia 6 de outubro. Conforme o RepórterMT publicou, Wesley sofreu uma crise de dores decorrentes das agressões e foi encaminhado ao box de emergência de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por exames.

Durante o assalto, o vereador, a esposa, Fabiula Moreira, e os dois filhos, de 18 e 9 anos, foram rendidos pelos criminosos. Além de mutilarem a orelha de Wesley, os assaltantes deram uma coronhada na cabeça dele. Fabiula também foi agredida e chegou a quase perder a consciência após ser enforcada duas vezes.

Segundo os relatos prestados à polícia, os bandidos exigiam R$ 1 milhão que acreditavam estar guardado no imóvel. Os filhos também foram ameaçados, e o grupo chegou a dizer que cortaria a mão do menino de 9 anos caso o parlamentar não entregasse o dinheiro.

A investigação resultou na prisão de Bruna Kauanny Cardoso Sales, de 24 anos, suspeita de prestar apoio à ação criminosa e receber parte dos objetos e valores roubados. Em 30 de setembro, a Justiça converteu a prisão em flagrante dela em preventiva, durante audiência de custódia.

Comente esta notícia