Cuiabá, 14 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
14 de Outubro de 2026

14 de Outubro de 2026, 22h:08 - A | A

POLÍTICA / BANCADA UNÂNIME

Fávaro, Jayme e Wellington votam a favor do fim da escala 6x1

Três senadores de Mato Grosso apoiaram PEC que reduz a jornada para 40 horas semanais e garante duas folgas remuneradas, sem corte salarial.

Fotos: Senado Federal / Montagem RepórterMT

Da esquerda para a direita, Carlos Fávaro, Jayme Campos e Wellington Fagundes; os três votaram a favor do fim da escala 6x1.

Da esquerda para a direita, Carlos Fávaro, Jayme Campos e Wellington Fagundes; os três votaram a favor do fim da escala 6x1.

DO REPÓRTERMT



Os senadores Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. A votação foi concluída na noite desta quarta-feira (14), com apoio de toda a bancada de Mato Grosso.

A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, sem diminuição dos salários. Os três mato-grossenses integraram o grupo de 75 senadores que apoiou o texto. O único voto contrário foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS). 

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Durante a discussão, Jayme afirmou que recebeu ligações de empresários sobre a proposta, mas que manteria sua posição favorável à mudança.

“Da minha parte, não adianta ficar me telefonando aqui, empresários. Eu tenho minhas convicções próprias e não abro mão delas”, declarou. 

Wellington, líder do bloco Vanguarda, havia confirmado antes da votação que a oposição liberaria suas bancadas. O parlamentar relacionou a decisão ao apoio anunciado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também votou a favor. 

Com os votos de Fávaro, Jayme e Wellington, Mato Grosso deu apoio integral à aprovação da PEC. O texto passou pelos dois turnos no Senado com o mesmo placar de 75 votos a um. 

Como a Câmara dos Deputados já havia aprovado a proposta e o Senado não alterou o conteúdo, a PEC segue para promulgação pelo Congresso Nacional. A mudança na Constituição não depende de sanção do presidente da República. 

As novas regras não entram em vigor imediatamente. A transição prevê que, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima caia para 42 horas semanais, já com dois dias de descanso remunerado. Na etapa seguinte, o limite será reduzido para 40 horas. 

Comente esta notícia