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22 de Setembro de 2026

14 de Agosto de 2026, 16h:20 - A | A

POLÍTICA / DEFENDE TRANSPARÊNCIA

Pivetta discorda de proposta de Medeiros para proibir operações em época de eleição: "Não tem que barrar, somos homens públicos"

Governador defende transparência nas investigações e afirma que homens públicos devem estar sujeitos à apuração "a qualquer tempo".

RepórterMT

Governador Otaviano Pivetta defende continuidade de investigações mas critica julgamentos antecipados

Governador Otaviano Pivetta defende continuidade de investigações mas critica julgamentos antecipados

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A proposta do deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros (PL), de proibir operações policiais contra candidatos nos seis meses que antecedem as eleições, foi criticada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) hoje (14).

Para Pivetta, a prerrogativa de investigar deve ser preservada como um mecanismo essencial de controle, sem privilégios para ocupantes de cargos públicos ou postulantes a mandatos. Medeiros fez a declaração ao comentar a Operação Heritage, que tem como alvo o ex-governador Mauro Mendes, o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e o então candidato a vice de Pivetta, o deputado federal Fábio Garcia. 

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"Eu acho que não tem que barrar nada. Na minha opinião, nós, homens públicos, estamos sujeitos a ser investigados a qualquer tempo, todos nós. O que tem que ter é transparência. Muitas vezes as operações puxam um monte de gente sem dizer por que estão ali, e eu tenho certeza que a maioria dos que foram citados vai provar que não tem nada a ver. Mas aí demora um tempo e a reputação acaba sendo comprometida antes de apurar", disse o vice-governador durante coletiva de imprensa.

Embora não concorde com a suspensão das operações em período eleitoral, o governador fez uma ponderação crítica sobre a forma como as diligências são conduzidas e o impacto que elas geram na honra dos investigados antes mesmo da comprovação de crimes. Pivetta defende que o problema não é a investigação em si, mas a exposição desnecessária.

O deputado do PL, que defende a proibição das operações por considerar que a deflagração próxima ao pleito pode interferir no resultado das urnas, argumenta que as polícias teriam "todo o tempo do mundo" para realizar investigações fora do calor da campanha.

A matéria continua após o vídeo:

"Ninguém vai morrer se uma operação deixar de ser feita seis meses antes do período eleitoral. Eu penso que teve todo o tempo do mundo e tem todo o tempo do mundo para se fazer todas as operações possíveis antes do período eleitoral", declarou Medeiros.

LEIA MAIS: Medeiros vê "muita coincidência" em ação da PF contra Mauro e defende trégua em operações em período eleitoral

Já na visão de Pivetta, o foco deve ser o equilíbrio: garantir que a lei seja aplicada sem tréguas, mas assegurando que o devido processo legal evite o "linchamento" de figuras públicas sem que haja clareza sobre os motivos das investigações.

"Muitas vezes, a operação acaba arrastando pessoas que não têm relação direta com o objeto da apuração. Aquele cidadão citado, naquele momento, fica marcado. E aí, lá na frente, quando se prova que não tem nada a ver, o estrago na reputação já foi feito. Por isso eu digo: tem que investigar? Tem. Mas tem que ter critério e muita transparência na fundamentação de quem está sendo levado para uma investigação pública", completou o governador.

Veja o vídeo:

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