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15 de Outubro de 2026

15 de Outubro de 2026, 16h:22 - A | A

POLÍTICA / SEM EXPLICAÇÃO

Lula anuncia R$ 23,7 bilhões em “bondades” sem detalhar de onde virão os recursos

Cinco medidas anunciadas no período eleitoral seguem sem financiamento ou compensação definidos; governo afirma que gastos terão de caber no Orçamento.

Reprodução Terra

Lula anunciou medidas cujo financiamento ainda não foi integralmente detalhado pela equipe econômica.

Lula anunciou medidas cujo financiamento ainda não foi integralmente detalhado pela equipe econômica.

DO REPÓRTERMT



O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou medidas com impacto de R$ 23,7 bilhões sem esclarecer integralmente quais recursos ou compensações cobrirão a conta. As iniciativas foram apresentadas durante a disputa eleitoral.

Segundo levantamento publicado pelo UOL nesta quinta-feira (15), a indefinição atinge cinco de dez medidas analisadas. O valor representa 31,8% de um pacote de R$ 74,6 bilhões, com efeitos estimados até o fim de 2027.

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Entre elas estão o Desenrola 3, medidas para microempreendedores individuais e a suspensão das bets, que reduz a arrecadação federal.

O Desenrola prevê R$ 15 bilhões para comprar dívidas de pessoas físicas. A execução depende de disponibilidade orçamentária e financeira, mas o governo ainda precisa detalhar quais recursos serão destinados à operação.

O Ministério do Planejamento argumenta que parte das despesas é discricionária e não exige compensação específica. A pasta reconhece, entretanto, que os gastos precisam respeitar o espaço fiscal disponível.

Dinheiro para MEIs

Uma das propostas recentes é o Pix MEI, que prevê repasses de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios, sem obrigação de devolução. O anúncio oficial estima aplicação de até R$ 5 bilhões em quatro anos, com possibilidade de atender cerca de 1 milhão de microempreendedores.

O programa também prevê assistência técnica e prioridade para mulheres empreendedoras de menor faturamento. O material divulgado pelo governo, porém, não detalha a composição dos recursos que sustentarão os pagamentos.

Fontes anunciadas

Outras iniciativas já têm uma origem de financiamento apontada. Para as medidas recentes de gasolina e etanol, com impacto estimado em R$ 3,6 bilhões, o Ministério da Fazenda informou que utilizará receitas extraordinárias de petróleo para compensar a perda fiscal.

O Pé-de-Meia universitário, prometido para um eventual próximo mandato, tem custo estimado em R$ 4,6 bilhões por ano. O coordenador da campanha, Camilo Santana, indicou o Fundo Social do pré-sal como fonte para os pagamentos.

A proposta prevê bolsas de R$ 700 durante dez meses e depósitos anuais de R$ 2.500, acumulados para retirada após a conclusão do curso.

Exigências fiscais

A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece requisitos para a criação e ampliação de despesas, como estimativa de impacto e adequação ao Orçamento. Para gastos obrigatórios de caráter continuado, a regra também exige demonstração da origem dos recursos e preservação das metas fiscais, observadas as exceções legais.

A indicação de uma fonte, por si só, não substitui a autorização orçamentária necessária para executar uma despesa. Da mesma forma, o anúncio de uma proposta ainda não comprova que houve gasto irregular. A verificação depende dos atos de criação, autorização e execução de cada medida.

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Alfredo Carvalho 15/10/2026

Ora, e precisa, do seu do meu do nosso bolso certamente.

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1 comentários