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23 de Outubro de 2026

02 de Março de 2026, 13h:29 - A | A

POLÍTICA / AFASTADO PELO CNJ

Investigação aponta que desembargador do TJMT movimentou R$ 14,6 milhões em cinco anos

Apenas em 2023, magistrado teve 'rombo' de quase R$ 2 milhões em rendimentos não explicados.

Reprodução

Quebra de sigilo revela evolução patrimonial incompatível de Dirceu dos Santos

Quebra de sigilo revela evolução patrimonial incompatível de Dirceu dos Santos

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A decisão da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) que afastou o desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mostra uma evolução estarrecedora.

A quebra dos sigilos bancário e fiscal do magistrado revelou que, nos últimos cinco anos, ele movimentou R$ 14.618.546,99 em bens, montante que o órgão considera incompatível com os subsídios pagos pela magistratura.

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O relatório detalhado do Imposto de Renda aponta que a variação patrimonial "a descoberto", quando os gastos e bens superam os ganhos declarados, foi intensa entre 2021 e 2023.

O pico dessa discrepância ocorreu justamente no último ano, quando a diferença entre o que o desembargador acumulou e o que ele recebeu legalmente de salário atingiu R$ 1.913.478,48. Para a Corregedoria, os indícios sugerem que esse incremento financeiro coincide com o período em que ele teria proferido decisões em troca de vantagens indevidas.

Sob o comando do ministro Mauro Campbell Marques, a investigação agora foca na rede de intermediação que envolveria advogados e empresários.

Além do afastamento, a Polícia Federal (PF) realizou a extração de arquivos digitais e o espelhamento de dispositivos eletrônicos no gabinete do desembargador.

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Dirceu é o segundo integrante da Corte afastado sob suspeita de venda de sentenças, juntando-se ao desembargador João Ferreira Filho, também fora das funções por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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