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23 de Outubro de 2026

02 de Março de 2026, 10h:40 - A | A

POLÍTICA / MAIS UM

Desembargador do Tribunal de Justiça de MT é afastado pelo CNJ por venda de sentenças

Dirceu dos Santos foi afastado hoje (02) por determinação do CNJ

Reprodução

CNJ afasta desembargador por venda de sentenças

CNJ afasta desembargador por venda de sentenças

DO REPÓRTERMT



A Corregedoria Nacional de Justiça determinou hoje (02) o afastamento imediato das funções do desembargor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJNT) Dirceu dos Santos, integrante da 3ª Câmara de Direito Privado. A suspeita é de venda de sentenças.

A partir do aprofundamento de investigações em andamento neste órgão, foram identificados indícios de que o magistrado proferiu decisões mediante o possível recebimento de vantagens indevidas, realizando a intermediação de atos decisórios por intermédio de terceiros, empresários e advogados.

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A partir da quebra dos sigilos bancário e fiscal, foi constatado que o magistrado apresentou variação patrimonial em patamar incompatível com seus rendimentos licitamente auferidos, movimentando mais de R$ 14.618.546,99 em bens nos últimos cinco anos. A análise detalhada de suas declarações de ajuste anual do imposto de renda indicou intensa variação patrimonial a descoberto, notadamente, nos anos de 2021, 2022 e 2023, período contemporâneo aos fatos investigados, sendo certo que, apenas neste último ano, a diferença entre o incremento patrimonial e seus rendimentos licitamente auferidos alcançou o patamar de R$ 1.913.478,48.

Até o momento, em razão da gravidade dos indícios identificados em desfavor do desembargador, por determinação do corregedor nacional de justiça, ministro Mauro Campbell Marques, foi determinado o afastamento do requerido, assim como o cumprimento de diligências na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, com o auxílio da Polícia Federal, para a extração de arquivos digitais e espelhamento de aparelhos eletrônicos postos à disposição do requerido e de seu gabinete. Na mesma ocasião serão cumpridas diligências para o aprofundamento das investigações, ainda em andamento.

A medida em apreço, de natureza cautelar, é proporcional à gravidade dos relatos e tem por escopo preservar a credibilidade da magistratura, assegurar o regular funcionamento da Justiça e manter a confiança da sociedade no Poder Judiciário, não configurando juízo prévio de culpa, por estar em estrita consonância com o devido processo legal.

Com o afastamento de Dirceu dos Santos, o TJMT já conta com dois desembargadores afastados por venda de sentenças. Também está afastado da corte o desembargador João Ferreira Filho. 

LEIA MAIS: CNJ prorroga por mais 4 meses investigação contra desembargador afastado de MT

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Luiz Alfredo 02/03/2026

Não vende sentença. Vende o direito, a esperança e a dignidade do jurisdicionado. Se tem indícios suficientes para afastar, evidentemente tem pra denunciar e processar ou até prisão preventiva.

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1 comentários