DO REPÓRTERMT
Ainda no ano passado, o deputado estadual Faissal Calil (PL) processou o vereador por Cuiabá Jeferson Siqueira (PSD) após o parlamentar afirmar que ele atuava como lobista quando trabalhava no gabinete do desembargador afastado Dirceu dos Santos. Na ação, Faissal pediu indenização de R$ 30 mil por danos morais. A ação ainda não teve decisão.
Segundo o deputado, durante uma sessão da Câmara Municipal de Cuiabá realizada em 12 de dezembro de 2024, Jeferson fez declarações ofensivas e difamatórias contra sua honra. Faissal, que antes de ingressar na política atuou como assessor de desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), alegou que as falas tiveram ampla repercussão na imprensa, causando prejuízos à sua imagem e reputação.
“Talvez porque o senhor ganhou notoriedade nos corredores do TJMT carregando pastas, mas não era apenas de documentos [...] o senhor dinheiro na sua vida uma hora vai te colocar em maus lençóis, porque até hoje a gente sabe o que o senhor faz no tribunal de justiça e nós sabemos qual é a sua caminhada lá. Todos nós sabemos [...] cuida da sua vida, porque senão, meu amigo, nós vamos começar a falar aqui o que o senhor faz naqueles corredores do TJ e aí o senhor não vai gostar. Cuidado”, disse Jeferson à época.
Nesta segunda-feira (8), no entanto, o liberal passou a figurar entre os alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça. Conforme as investigações, Calil teria atuado como braço direito do desembargador afastado Dirceu dos Santos, participando da estrutura financeira e imobiliária montada para ocultar a origem dos recursos movimentados pelo grupo.
O deputado nega qualquer envolvimento no esquema e afirma que, desde que deixou o cargo no TJMT, em 2018, não mantém vínculos com o magistrado. Durante a operação, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve o celular recolhido pela Polícia Federal.













