DO REPÓRTERMT
O senador Wellington Fagundes, do PL, lidera o volume de agendas internacionais entre os parlamentares da bancada de Mato Grosso no Senado Federal. Desde que assumiu a cadeira na Casa de Leis, em 2015, o congressista já realizou 12 viagens em missões oficiais ao exterior, superando o número de deslocamentos institucionais feitos por ele dentro do próprio território nacional.
O roteiro do parlamentar inclui passagens por países como China, Portugal, Singapura, Rússia, Estados Unidos e até a Antártica. Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência do Senado Federal.
O regulamento do Senado prevê que as viagens internacionais devem ser autorizadas pela Mesa Diretora da instituição, com o custeio de passagens aéreas e diárias para a representação do parlamento. No histórico de Fagundes, os compromissos estão atrelados à atuação dele em comissões técnicas.
Em 2017, por exemplo, ele viajou à Rússia pela CI (Comissão de Serviços de Infraestrutura). No ano passado, as agendas oficiais incluíram a inauguração de um terminal de cruzeiros em Miami, nos Estados Unidos, um fórum de debates em Roma, na Itália, e a visita a uma fábrica em Xangai, na China.
Portugal desponta como o destino mais frequente do senador fora do país. Fagundes esteve em Lisboa nesta semana, segundo ele, para pagar uma promessa, No entanto, a viagem teria tido como foco acompanhar o Fórum Jurídico de Lisboa, evento que reuniu magistrados do STF (Supremo Tribunal Federal), como o ministro Gilmar Mendes.
Embora esta última viagem não tenha consumido recursos públicos do Senado, a participação do parlamentar no evento gerou desgaste interno e críticas na ala mais conservadora do partido no estado.
A insatisfação de correligionários e de representantes da direita também foi motivada pela presença da nora do senador no evento, a deputada estadual Janaina Riva, do MDB. O acompanhamento mútuo alimentou especulações sobre uma possível articulação para o alinhamento político entre o PL e o MDB nas discussões para o próximo ciclo eleitoral majoritário, composição que enfrenta resistência de setores da base bolsonarista em Mato Grosso.













