INARA FONSECA 10h50
DA REDAÇÃO
Na manhã desta quarta-feira (21), o procurador do Ministério Público Estadual (MPE), Clóvis de Almeida Júnior, informou que em menos de dois anos o MPE já instaurou 12 inquéritos civis públicos contra a Agecopa. Nesta semana, um novo processo investigativo foi iniciado como consequência das desavenças entre Éder Moraes e Carlos Brito (presidente e diretor de Infraestrutura da Agecopa, respectivamente).
"O que fundamentou a abertura do inquérito civil não é a rusga, mas o que foi dito: que um diretor não tinha informações importantes de atividade ligadas a pasta dele. Como um diretor não tem informação? Neste caso, temos um problema de eficiência e legalidade. Cabe ao Ministério investigar", disse Clóvis de Almeida Júnior.
Nesta semana, o MPE também cobrou prestação de contas da Agecopa. De acordo com o procurador, a media foi tomada devido à falta de transparência existente sobre o andamento das obras da Copa 2014. Caso não houvesse esclarecimentos por parte da autarquia, o MPE embargaria as intervenções.
"Quando a Agecopa foi criada tínhamos um fluxo de informação melhor entre a agência e o Ministério. Com as mudanças de gestão administrativas, o fluxo não foi contínuo e passamos a enfrentar uma dificuldade de conseguir informação oficial", afirmou o procurador.
Clóvis de Almeida Júnior também explicou que independente da transformação da Agência em secretaria de estado, os inquéritos continuarão. "Investigamos não a Agecopa, mas os fatos. As obras continuam, as exigências da Fifa (Federação Internacional de Futebol) continuam e as investigações continuam", disse.
Criada em 2009, a Agecopa conta atualmente com mais 164 servidores, entre comissionados, efetivos, comissionados cedidos de outras secretarias e estagiários. Cuiabá foi a única entre as 12 sedes que escolheu criar uma grande autarquia para tratar dos assuntos da Copa do Mundo.
Caso Carlos Brito
Na última segunda-feira (19), Carlos Brito prestou esclarecimentos para o Ministério Público Estadual sobre as declarações feitas em audiência pública, no início deste mês (02), na Assembleia Legislativa.
Na ocasião, o diretor de Infraestrutura da Agecopa denunciou que não teria tido acesso aos projetos que demonstram a viabilidade do sistema modal VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). As afirmações de Carlos Brito desagradaram Éder Moraes que exigiu a exoneração do diretor.
De acordo com o procurador Clóvis de Almeida Júnior, o presidente da Agecopa e o diretor de Planejamento, Yênes Magalhães, serão os próximos a serem convocados para se explicarem.
"A briga é um sinal de que alguma coisa não anda bem na Agecopa", finalizou Clóvis.
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